Hoje dia 2 de Agosto, é um dia deveras importante para mim e para a maior parte dos portugueses. Passo a explicar: O grau de importância para mim é porque hoje faz anos um gajo que é daquelas pessoas que gostamos de ter como amigos. Penso que todas as pessoas se revelam de uma maneira ou de outra pela forma como se relacionam com os pais. Digo isto (não sou psicólogo) mas a relação que temos com os nossos pais definem sobremaneira quem somos, como fomos educados e o respeito que temos pelos outros. Este gajo que faz hoje anos (milhões deles devem fazer ano em hoje) tem a particularidade de ser meu sobrinho. Fico encantado pro ter sobrinhos assim. Obrigado Daniel. A outra razão pela qual este dia é muito importante tem a ver com a entrada hoje mesmo do novo código de trabalho. Este código de trabalho que vai ficar na história por ter o acordo de uma central sindical na pessoa do snr João Proença vai permitir aos patrões poder despedir por razões que a razão desconhece. Segundo os nossos governantes e este dirigente sindical, este código de trabalho vai permitir agilizar o mercado de trabalho e fomentar o emprego. Eu cá por mim levanto muitas reservas que a economia portuguesa, que as empresas portuguesas sejam mais competitivas á custa de baixos salários, baixas indeminizações. Porque contra isto existirá sempre um indiano, um chinês ou um paquistanês a produzir por um valor bem mais baixo do que aquele que alguma vez poderíamos produzir. Gostaria de ver contemplado neste código de trabalho um regime de reprocidade, onde os trabalhadores pudessem utilizar o mesmo código para poder despedir os patrões incompetentes que compram ferraris em vez de atualizarem as suas empresas, que vão de férias para as caríbas em vez de aumentarem os postos de trabalho e permitem-se a explorar quem lá trabalha. Mas isto sou eu a sonhar. Espero, desejo daqui a um ano poder ter mantido o meu emprego e cá estaremos para fazer o balanço desta nova lei. Até lá Daniel, não merecias que o teu aniversário ficasse marcado por este acontecimento.
Censura
Tive o privilégio de conhecer o Bispo D. Januário Torgal Ferreira numa das poucas deslocações que fiz ao santuário de Fátima já lá vão uns bons anos. Apresentado por um "irmão" meu que é padre, desde logo me impressionou o fato de estar perante um bispo, que despiu a " farda" e me colocou perfeitamente á vontade sem aquela distância que alguns bispos teimam em manter dos seus fieis.
Não me surpreende em nada as afirmações de D. Januário Torgal à TVI visando o governo e apelidando alguns dos seus membros de corruptos. O passado bem mais do que recente dão-lhe toda a razão. Também não me espanta a reação do ministro da defesa. O passado também ele fala por si. O poder nunca conviveu bem com a Igreja sempre que algum dos seus menbros despiu a farda e falou como cidadão preocupado e atento perante as dificuldades que o povo português passa. Foi assim com bispo António Ferreira Gomes, com o bispo emérito de Setúbal D. Manuel Martins. Como já não bastasse um voto de castidade, os governos entendem que a igreja deve também o voto de silêncio perante todas as injustiças. Vivemos tempos em que a desinformação, as notícias encomendadas, já não conseguem mascarar a miséria que o povo português foi remetido.
Sobra a D. Januário o que falta em política ao Porto. Uma voz, um líder que se faça ouvir e que fielmente represente as gentes do Norte do País. Não é á toa que o D. Januário é um homem do Porto. Que nunca lhe doa a voz.
Caridade Barata
Antes de mais deixo bem claro a minha declaração de intenções. Sou Benfiquista de corpo e alma. Dito isto, dedico umas breves palavras para discordar do jogo de benificência que aconteceu ontem no Estádio da Luz promovido pela fundação Luis Figo. Sou daqueles que entendem que existem fundações a mais em Portugal e que muitas encerram objetivos muito pouco claros. Maior parte das fundações não têm relevância na opinião pública portuguesa e em nada contribuem para melhorar o que quer que seja a qualidade de vida do povo português. Creio no entanto que neste caso ainda mais evidente se torna. Tomemos o caso do Jogo de futebol de ontem que reuniu a equipa do Figo e Friends. Tratou-se de uma operação em que se pediu a um sem numero de adeptos de futebol para contribuirem creio com 10 euros cada para ajudar quem tem fome. Acho esta iniciativa de uma impostorice a toda a prova. A fundação Luis Figo promove o jogo, o Luís Figo que ainda tem mal explicado ao apoio ao José Sócrates e os dinheiros mal explicados dos patrocínios bancários ou estatais que recebe tem uma promoção em todos os media portugueses pago com o dinheiro dos otários que acederam a ver o jogo. A fundação Luís Figo teria isso sim uma atitude louvável se solicitasse a cada uma das vedetas que desfilaram ontem no estádio da luz, que contribuissem com algum do que muito ganharam e com toda a certeza teriam arrecadado mais dinheiro do que aquele que os 30.000 portugueses deixaram nas bilheteiras do estádio.
Assim é fácil fazer boas ações.
Valeu a pena
Finalmente os portugueses começam a ver a luz ao fundo do túnel. Perante o brutal aumento de impostos a que os portugueses foram submetidos, os resultados de tal esforço começam agora a aparecer. Segundo o "Jornal de Notícias" de ontem, o risco de despedimenos coletivos mais do que duplicaram até Maio. Segundo o mesmo jornal, a zona norte do país é responsável por um aumento considerável nas exportações de ouro. Não , não se trata de qualquer jazida encontrada, são as famílias que vendem o seu ouro para fazer face ás mais básicas necessidades do dia a dia. Enfermeiros qualificados são contratados a 4 euros por hora, sendo que este vencimento ao final de cada mês corresponde a menos do valor do salário mínimo nacional. O comércio no Norte do país, perde 33.000 empregos num só ano. o estado português prepara-se segundo o "Jornal de Negócios" para aumentar as rendas sociais em 150%. Entretanto o "Diário de Notícias" informa a faculdade de arquitetura de lisboa, aconselha os seus alunos a endividarem-se junto da caixa geral de depósitos, para desta forma pagarem as propinas. Já o "Público" traz uma notícia mais tranquilizadora: mais de dez mil famílias e empresas pediram falência no primeiro semestre de 2012.
Estamos como se pode comprovar a luz ao fundo do túnel, mas como costuma dizer um cómico empresário português, por vezes a luz ao fundo do túnel é a do comboio que caminha na nossa direção.
Obrigado
Este espaço começou por ser um espaço livre onde escrevo aquilo que me passa pela cabeça. Temo que porventura demasiadas vezes a política tenha entrado aqui mais vezes do que aquilo que os políticos portugueses merecem. Creiam que quando me refiro a esta classe é sem dúvida pelas injustiças, incertezas e sofrimento que traz ao povo de que eu faço parte. Nada me move a favor da classe política. Tenho inclusivé repulsa em falar de uma classe que tão mal faz ao seu povo e que sobrevive à custa dele.
Mas a razão do meu agradecimento deve-se ao fato de constatar que o numero de cidadãos brasileiros que fazem o favor de se gostarem deste blogue deixa-me orgulhoso. Não encontro resposta para este numero de brasileiros que se interessam pelas "parvoíces" que escrevo.
Obrigado a todos do país irmão que "perdem" o seu tempo a lerem aquilo que me vai pela cabeça.
Em busca do D. Sebastião
Começa a ser demasiado habitual ouvirmos "mas será que ninguém vê isto" como se cada um de nós fosse o iluminado e vislumbrasse tudo aquilo que ninguém quer ver. Por vezes sou comigo a pensar que muitas dessas pessoas se confundem com um personagem de uma série que passa na "Fox", que dá pelo nome de "Touch". Vem isto a propósito do mais recente estudo da OCDE em que afirma que o desemprego em Portugal vai registar a marca dos 16,2% , 900.000 desempregados.
900.000 desempregados é muita gente. O que mais me intriga é que a pouca gente que nos governa, parece preocupar-se pouco com este número, insistindo na mesma receita que nos conduziu até aqui, mais austeridade que normalmente é inimiga do emprego. Parece-me que o período de nojo deste governo já passou. A mais recente, tirada do nosso ministro da economia referindo-se ao desemprego como "o coiso" bem como a do primeiro ministro de que o desemprego pode ser uma oportunidade revela a falta de tato que os nossos governantes têm relativamente a este tema. Aliás juntando isto ao fato de a questão das secretas entre outro ministro do nosso governo, parece-me que começam a ser casos a mais para tão pouco tempo de governação.
Não me parece que este seja um problema deste ou daquele partido. Aliás tudo me move contra todos os partidos, foram eles que por falta de tato por abuso de poder, por inabilidade, por falta de uma estratégia que conseguisse convencer os portugueses que é possível fazer melhor que nos trouxeram ao caos onde estamos mergulhados.
Um outro jornal intitula que o antigo primeiro ministro era o pinóquio na "operação freeport" e que terá recebido 220.000 euros em dinheiro.
Os portugueses foram ao longos dos tempos manietados, amordaçados, tiraram-lhe a esperança e hoje não têm forças para se revoltarem contra este estado de coisas.
Vivemos á espera de um D. Sebastião que saía das trevas e venha de espada em punho salvar-nos do precipício. O problema é que o D. Sebastião desapareceu para nunca mais voltar.
Ou fazemos nós, ou os milagres também se foram com a crise.
Células Estaminais
Antes de mais quero deixar bem claro a minha declaração de intenções.Sou suspeito. Tenho uma profunda admiração pelos fundadores desta empresa que tive o privilégio de conhecer. A empresa foi adquirida em meados de 2009 por um grupo internacional que opera em vários países e tem interesses tão variados que vão dos cafés até às células estaminais.
Posto isto, acredito que as pessoas que tive o privilégio de conhecer nesta empresa já lá não trabalham ou então operam em areas diferentes daquelas em que nos cruzámos. Vem isto a troco da mais recente campanha televisiva da "Crioestaminal", que revela uma falta de bom senso e de tato que aflige qualquer um dos mortais.
A equipa responsável pelo desenvolvimento do filme é respeitável, como seria respeitável a decisão da "Crioestaminal" ter avaliado melhor o impato e as consequências que uma "história" daquelas podia provocar. Como seria respeitável a não aprovação do filme. De fato comunicar saúde, não é exatamente a mesma coisa que comunicar descontos de 50% numa cadeia de supermercados e mesmo estas viu-se o reboliço que deu. Faltou no meu entender uma coisa essencial que a maioria dos diretores de Marketing têm dificuldade em fazer. Colocar-se na pele do consumidor do produto que pretendemos vender. Neste caso parece-me, que não só não se colocaram nessa posição, como tardam em assumir o erro e pedir desculpa a quem se sente (alguns são clientes da Crioestaminal) ofendido pelo contéudo do anúncio.
Em tempos de crise, em que os portugueses têm dificuldades em conseguir fazer com que os míseros salários cheguem ao final de cada mês, onde o desemprego entre casais dispara, onde as dificuldades económicas são um poço sem fundo, parece-me mesmo de muito mau gosto atirar as culpas da não recolha das células estaminais ser algo que possa srvir de arama de arremesso entre pais e filhos.
A comunicação tem destas coisas e o poder das redes sociais tornam estas coisas virais.
Pessoalmente acredito que tenha sido um grave erro de casting e uma empresa seja ela qual for não deve temer, vir a público, pedir desculpa por ofender os seus cliente e potenciais clientes. Quanto mais tardar, pior serão as consequências.
Espaço T
Carta Aberta de Jorge Oliveira – Presidente e fundador do Espaço t
Olá,
O meu nome é Jorge Oliveira, tenho 46 anos e fundei o Espaço t quando tinha 27 anos.
Era um jovem que acreditava nos sonhos, em mudar o mundo e nessa minha luta e sempre com a ajuda de uma grande
equipa, conseguimos transformar utopias em realidade.
Contribuímos para ver sorrisos em pessoas que já os haviam perdido e essas mesmas encontrarem novas vidas quando já
quase nada tinham.
Hoje decidi escrever-lhe, pois passei a noite a pensar e senti que é você que me pode ajudar.
Este sonho de quase 20 anos tem sido uma luta diária mas que vale e valerá sempre a pena, quando vejo o nosso porteiro
João Pedro, um rapaz com trissomia 21, feliz por trabalhar e se sentir o melhor porteiro do mundo, quando a Manuela diz
que no Espaço t encontrou a sua casa e deixou de tentar diariamente o suicídio o que a levava diariamente ao Hospital de
S. António, porque afinal o que ela queria era afecto e lá não lhe davam e quando vejo a Alexandra a razão deste sonho ainda
faz mais sentido, sempre na sua cadeira de rodas a sorrir e agora a lutar pelo seu 12º ano e porque por exemplo a equipa que
comigo trabalha apesar de terem parte dos seus ordenados em atraso dizem-me “Jorge não desistas, vai em frente e
vejo-lhes um sorriso no olhar”.
Claro que tudo isto me tira o sono, mas também me dá força para continuar a acreditar num mundo melhor onde os
Homens valem mais do que o dinheiro, a troika, as políticas e tudo o resto.
Este ano fazemos 18 anos de existência e o slogan que decidimos criar para 2012 foi: “Nós existimos porque a felicidade
existe”, mas a verdade é que tem sido um ano duro, pois somos uma associação onde o único lobby é a força de acreditar no
mundo onde os Homens têm nome e valem por si. No fundo o mundo que todos sonhamos.
Há 6 anos o Espaço t teve talvez um dos maiores sonhos realizados: construir a sua sede através de fundos comunitários, um
edifício na cidade do Porto, onde hoje centenas de pessoas realizam nele os seus sonhos.
Foi um projecto quase utópico porque apesar de nanciado a 90% tivemos que suportar 10% do valor, pagar juros e outras
tantas coisas. Mas mais uma vez conseguimos transformar sonhos em realidade.
Ao longo destes anos ganhamos muitos prémios em áreas distintas tendo mesmo a Fundação Gulbenkian nomeado o
Espaço t para representar Portugal no prémio internacional Raymond Georis Price: The Mercator Found.
Em 2001 o Espaço t criou o seu departamento de formação dirigido a pessoas excluídas e com graves problemas socias, a
funcionar numa escola primária cedida pela Câmara Municipal do Porto. No entanto e apesar do excelente trabalho que
fazemos neste departamento onde já formamos várias centenas de alunos, o Estado penalizou-nos em 70 mil euros por não
termos chegado com todos os alunos ao m em alguns cursos, a verdade é que os que chegaram hoje são homens e
mulheres diferentes. Mas na política dos números, mais do que as pessoas, interessam os rácios e as metas. Por isso 70 mil
euros que foram gastos com os formadores, formandos e tudo o que uma escola necessita são agora uma dívida para nós.
Mas estas são as regras do jogo, são as leis dos números. Por isso neste momento o Espaço t tem uma divida de 150 mil
euros; 70 mil das penalizações e 80 mil ainda fruto da aquisição da nova sede e as obras na lial da Trofa.
Sempre cumprimos e vamos continuar a cumprir e a trabalhar para a excelência.
Por isso hoje decidi escrever-lhe a si e pedir-lhe 1€ para que esta associação possa continuar a sonhar e ajudar a criar mais
sorrisos, como por exemplo o do Álvaro um homem com 50 anos que frequenta o Espaço t há uma década e que este ano
está contentíssimo porque iremos leva-lo com outros alunos a Paris tendo ele condenciado que já conseguiu juntar o
dinheiro para a sua viagem. Diz ele que nunca andou de avião, vai ser bom vê-lo sorrir a sentir Paris.
Peço-lhe por isso que deposite 1€ na conta do Espaço t domiciliada na Caixa Geral de Depósitos com o NIB 0035 0196
0002 0872 9304 4 e aquilo que eu lhe prometo dar é que vai poder exigir-me a vida toda a responsabilidade de lutar por
esse mundo melhor.
É um compromisso entre si e eu. Se eu falhar exija-me, mas também por outro lado quando vir uma actividade do Espaço t,
pense que também está lá, não pelo euro mas porque esse euro fez com que pudéssemos continuar a fazer com que o
mundo dos Homens pudessem também ter dias de felicidade, como agora nos meses de Maio e Junho onde iremos realizar
o XIV Corpo Evento – Ciclo de Espectáculos em Teatro e Dança, onde mais de 100 homens e mulheres de hospitais
psiquiátricos e cadeias e 70 dos quais do Espaço t vão contar histórias a uma só voz para fazer do Rivoli uma grande sala de
espetáculos onde todos os Homens são iguais.
Agora que nos conhece um pouco melhor peço que se junte a nós, não deixe de o fazer. O dinheiro de um café seu vai fazer
toda a diferença. Por isso quando for ao multibanco leve este NIB e dê-nos 1€. No dia a seguir, no nosso site http://www.espacot.pt/
poderá ver lá o seu euro contabilizado com todos os outros euros dados. Com esta rede solidária acredito que iremos atingir
os nossos objectivos.
Despeço-me dizendo: quando me vir não se esqueça de me dizer “não te esqueças eu dei-te 1€ para lutares por um mundo
melhor”, exija-me, eu não vou falhar pois a minha história tem sido essa juntamente com aqueles que estão comigo há
quase 18 anos.
Porto, Espaço t, Abril 2012
Um abraço
Jorge Oliveira
País mais justo
Apesar da maioria dos políticos que estão no governo acenarem com uma esperança em melhores dias que só eles vêm, a realidade na oculta, revela-nos que o País vai de mal a pior. Segundo os últimos dados necessitávamos só para pagar os juros que a Troika nos vai cobrar de crescer entre 4 a 5% ao ano. As projeções para Portugal para 2012 revelam que portugal deverá ter um crescimento negativo de 3,3%. Torna-se por isso evidente que não conseguiremos pagar aquilo que estamos a pedir emprestado e vamos andar de mão estendida durante muitas gerações a pagar os pecados de quem nos governou/a. Perante isto, resta a alguns portugueses, que não têm hipótese de ter dinheiro suficiente para o colocar numa off shore ou não pertencerem a um partido político das esferas dos últimos governos (estes encontram sempre uma empresa ligada direta ou indiretamente ligada ao estado para se acomodarem) a emigração ou em alternativa ficarem em Portugal ainda mais amordaçados, vilipendiados e ter de assistir a este espetáculo,perdendo dignidade a cada dia que passa. Um dia, talvez, um dia este povo amordaçado, pode ser que desperte e se revolte contra este estado de coisas.
Vem isto a proósito de duas notícias hoje publicadas em jornais diferentes. A primeira ilustra grande parte do desassossego em que maior parte das famílias sobrevive com os filhos a ficarem em casa até quase á idade da reforma. A precariedade no emprego, os baixos salários levam a que a única certeza que um jovem hoje tem é uma grande incerteza quanto ao seu futuro. Enquanto os pais forem aguentando com as miseráveis reformas a por enquanto vão tendo direito isto ainda se vai segurando. O jornal Público de hoje relata que 40% dos jovens portugueses até aos 34 anos têm um salário inferior a 600 euros por mês. Por outro lado outro diário Correio da Manhã, conta-nos a história de um ex presidente de um banco de nome Jardim Gonçalves, ususfrui de uma mísera pensão mensal de reforma no valor 167,650 euros. Não obstante esta parca mpensão de reforma exige agora ajudas de custo em falta no valor de 750.000 euros.
Até quando é que o povo vai aguentar isto?
Escola no século XXI
Na passada semana tive a oportunidade de estar presente na reunião de avaliação das notas referentes ao segundo período de um dos meus filhos. Por razões óbvias não vou revelar o nome da escola, mas posso gararntir que se trata de uma escola que não fez parte da festa que se revelou a renevoção do parque escolar. Garanto que todas as salas possuem quadros interativos, no entanto as cadeiras, as mesas a dimensão das salas e o aspeto geral da escola deixam muito a desejar, não contribuindo em nada para que um ambiente calmo, sadio e tranquilo se possa fazer sentir na sala de aula. As janelas ainda de ferro permitem que todo o tipo de barulho irrompa pela sala de aulas. As crianças que brincam no recreio permitem que os que se encontram na sala de aula estejam suficientemente desatentos. Tudo isto vem a propósito do fato de na turma (com 27 alunos) de um dos meus filhos existirem três crianças em aulas de recuperação por terem mais de três negativas que incluem matemática e/ou português. O mais recente despacho do ministério da educação que prevê a possibilidade dos psis poderem escolher as escolas dos seus filhos independentemente da area de residência é mais um embuste e um atirar areia para os olhos da opinião pública criando a sensação que podemos colocar os nossos filhos nas escolas que melhor aproveitamento têm e melhores condições apresentam. Esqueceram-se foi de mensionar que essas escolas já se encontram sobrelotadas tornando esta medida um autentico gesto de propaganda do ministério. Como se não bastasse, existe a possibilidade de as escolas poderem formar turmas onde os piores alunos serão colocados todos na mesma turma, o que vai "fomentar" a recuperação desses mesmos alunos. Aumentar o numero de alunos por turma para 2013 serão turmas com 30 alunos cada irá permitir uma redução substancial no numero de professores, uma redução no numero de pessoal auxiliar menos salas ocupadas mais concentração, tudo em nome de menores gastos, menos custos e poupança ridícula onde precisamos sobretudo de investir. No futuro dos nossos filhos. Voltámos ao século XIX
Será esta a escola que pretendemos para os nossos filhos?
Um tiro em Atenas
Era um velho decente, formal e limpo. E havia nele memórias, sofrimento e grandeza. Olhou em volta. Nem a sombra de um remorso nem aquele limite denso e excessivo que a idade costuma expor. Olhou em volta e talvez estivesse a lembrar-se dos vendedores de esponjas de antigamente, que ofereciam o produto na praça da Constituição; ou das tavernas com parreiras, na Plaka, sob as quais comera queijo de cabra e bebera resinato, nos longos dias de calor. E de mulheres com quem dançara, pelas festas perdidas para sempre.Passara por muitas coisas de infortúnio e por algumas alegrias selvagens e dispersas. Transfigurada de ventos e de silêncios, a cidade fora invadida pelos nazis, envolvendo de medo e atrocidades o chão sagrado dos deuses, dos poetas e dos filósofos.
Atravessara o luto criado pelos coronéis, com a consciência de que a adversidade era fruto da falta de bondade e de compaixão, aparentemente inexplicável. Fora preso por querer ser livre. Conhecera as rudezas do desemprego, e os ténues acenos de uma esperança obstinada. Depois, como se a sociedade precisasse de um mundo de compensações, haviam-lhe reduzido o ordenado, e aumentado tudo o que pertencia aos domínios da sobrevivência estrita. Mais tarde, extorquiram-lhe os subsídios e limitaram-lhe os proventos de uma reforma escassa.
Suportou as gradações da infelicidade, porque aprendera que a infelicidade nunca é lisa, e dispunha sempre de diferentes medidas de circunstância. Chegara, assim, ali: àquele plaino com relvado, de onde se divisava o que desejasse ser divisado. E descobrira, exausto e triste, de que pouquíssimas vezes o tinham deixado ser feliz e livre.
Soltou um grito. Como se quisesse desabafar a dor insuportável que sobre ele tombara, lhe vergara os ombros e lhe ferira o mais secreto da sua fé. As coisas são como são, diziam. Mas ele não queria que as coisas fossem como queriam que elas fossem.
A partir de certa altura, decidira manter uma atitude respeitosa e marginal. Nem mesmo assim obtivera paz e sossego. A verdade é que um homem está sempre ligado ao seu passado. O aparente apaziguamento interior não domesticara a ira, a cólera e a indignação que sentia, sobretudo quando a sua terra deixara de ser a lenda e a história e fora transformada numa litografia imbecil.
Quando gritou, gritou para aqueles que o não ouviam ou não desejavam ouvir. Assaltara-o o medo de ter, num futuro próximo, de esgaravatar nos caixotes de lixo, em busca de comida. E de deixar aos filhos e aos netos o peso de dívidas e a impossibilidade de as pagar. Sentou-se na relva. Ninguém o olhou. Há muito que as pessoas não se cruzavam: trespassavam-se.
Gritou: eles não respeitam nada nem ninguém!
E disparou o revólver na cabeça.
Dimitris Christoulas, 77 anos, reformado, grego. Nosso irmão.
Atrevi-me a partilhar este texto depois de o ter visto no blog de um querido amigo.
O texto é um artigo de opinião publicado em http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2412409&seccao=Baptista Bastos&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=-1
Deserto
Ontem em conversa com um amigo que teve oportunidade de tirar um breve período de férias Pascais, dáva-me ele conta da solidão que hoje é deslocarmo-nos numa das muitas autoestradas construídas no sentido de facilitar o acesso ao interior do País. Segundo ele mesmo nas saídas de cidades com alguma dimensão, a falta de carros e pessoas era notória. Sinceramente não me espanta. omo tão bem os políticos portugueses sabem fazer na altura da inauguração dos novos troços de autoestrada com festas a condizer, diziam-nos que se pretendia aproximar o interior do litoral facilitando assim os acessos e justificando assim os milhões investidos nas empresas de construção civil onde não faltam boys deste ou daquele partido. Em boa verdade os acessos estão mais facilitados, mas em contrapartida o custo destes acessos teve um preço demasiado alto. Fecharam-se escolas, fecharam-se centros de saúde, fecharam-se hospitais, maternidades, vendeu-se esse imobiliário a preço de saldo e abriu-se por vezes as portas aos privados para entrarem por estas cidades dentro e darem a poucos que têm possibilidade de pagar, aquilo que os mais pobres não podem. Assim, começaram a nascer portugueses em Espanha, e em ambulâncias do INEM ou dos bombeiros. Facilitou-se o abandono das terras assim como já se tinha feito com as pesacas e o resultado é um País a caminho da desertificação.
Hoje acenam-nos que é necessário voltar a trabalhar as terras, fomentar a agricultura etc..., mas quem em boa fé que migrar para o interior criar raízes e ficar a uma hora de um hospital? Quem se sujeita a migrar para o interior e ter de levantar o seu filho às sete da manhã para ir a uma escola a 20 km de casa?
Fico espantado com a capacidade que estes partidos que nos governam desde o 25 de Abril continuam a merecer a confiança da maior parte dos portugueses. Estas políticas de mentirinha vão deixando o povo inebriado e confuso e mais pobre a cada dia que passa isso sim eu tenho a certeza.
Traidores e mal formados
Ao contrário do que acontece com muitos animais que todos os dias são catalogados como espécies em vias de extinção, esta espécie teima em não desaparecer, como insiste em proliferar. Curiosamente é em tempos de crise que eles mais se revelam (no nosso íntimo, já os conhecemos) e revelam-se sempre nas melhores ocasiões. Presumo que cada um de nós já se confrontou diretamente com algum elemento desta espécie. Conheço infelizmente alguns exemplares que normalmente se riem pela nossa frente e assim que nos virámos estão de punhal em riste para a célebre facada nas costas. Cão que não conhece o dono ditado antigo e que se torna apropriado para muitos deles em que algum dia da sua existência necessitaram da nossa ajuda e hoje esqueceram-se das horas e horas que estivemos ali ao lado, muitas vezes mais presentes do que a família e hoje do alto da sua idiotice nos ignoram. Gente que no seu local de trabalho tem quase como exclusiva função agradar ao chefe, dizendo mal deste ou daquele ou aproveitando momentos em que os seus departamentos estão mais desprovidos de movimento aproveitam para dar graxa ao "cágado". Hoje, conversando com um colega de trabalho, dei-me conta da quantidade de animais que conheço e que se enquadram neste perfil. Gente sem escrúpulos que pensa que o lambe botas, a atitude de "engraxador" lhes promete um futuro mais risonho. Sem ter uma bola de cristal a estes eu posso garantir que não os espera um futuro melhor. Tal e qual como a merda, mais dia menos dia a verdade acabará por vir ao de cima.
Portugueses de primeira/Portugueses de segunda
Já sabíamos que a justiça não era para todos. Quem tem dinheiro tem direito à "justiça", que não tem acaba injustiçado. Nas crises as coisas passam-se mais ou menos assim, existem classes a quem a crise paasa ao lado. Repare-se nos vários governantes que nos últimos anos passaram pelo governo e não consta que nenhum deles esteja mal empregado. Estas desigualdades vêm agora a propósito dos vencimentos dos administradores da EDP. Segundo o jornal "Dinheiro Vivo" os administradores da EDP, vão receber 3,980 milhões de euros, num ano de crise em que a elétrica se prepara para aumentar mais as tarifas a todos os portugueses que andam tão endinheirados.
Não obstante este fato, alguns "trabalhadores" do estado, ficam isentos do imposto estraordinário que o próprio estado decretou para os seus funcionários. Empresas com a Caixa Geral de Depósitos, ou a TAP não serão abrangidas pelo plano de cortes que o governo decretou. Segundo um porta voz da transportadora, a empresa irá fazer cortes internos no sentido que as despesas baixem. Das duas uma ou são muito estúpidos, tanto tempo a dar prejuízo e só agora detetaram que existem "gorduras" que merecem ser cortadas, ou então quem vai "pagar" a fatura serão de novo os passageiros que terão de levar de casa um tupperware com as refeições de casa. Com esta gente apetece dizer privatizem já a TAP porque com empresários à séria os pilotos não ganhariam tão miseravelmente.
FUTURO
Existem dias assim. Existem dias em que me levanto e me dou conta que estou mais atolado do que aquela criança que no célebre filme da "Lista de Schindler" nos aparece pelo ecrã dentro enfiada dentro de uma latrina conseguindo esconder-se dos alemães. Os alemães sempre eles na ordem do dia. Bem isto a propósito de dar comigo a pensar no que será o futuro dos nossos filhos. Para alguns sobrinhos ou para outros mais jovens que se dão ao trabalho de vir a este blog. O que é que o futuro lhes reserva?
Parece-me que aparentemente um futuro pior do que o dos pais. Se forem pais que ainda consigam neste momento ter trabalho, muita das vezes sofrido e mal pago, sempre vai dando para um dia a dia com comida na mesa e roupa sempre que se necessite, pagando os pais um preço muito alto por esse emprego, resistindo com constantes idas à farmácia e socorrendo-se de medicamentos para terem uma noite mais ou menos tranquila que lhes permita no dia seguinte acordar e rumar ao inferno de todos os dias. Caso os pais estejam desempregados a miserável vida que levam não é contada pelo fato de a dignidade roubada a esta gente não lhes permite já não lhes permite gritar bem alto a injustiça que a sua triste sina lhes trouxe.
Mas o que é que falhou entretanto para que o futuro seja assim tão sombrio? Só pode ser a educação que os nossos pais nos deram. Parece estranho não parece? Mas de facto se compararmos os nossos pais deram-nos muito com muito esforço sem que fizéssemos muito esforço para o ter e a consequência é que habituamo-nos a ter qualquer coisa sem esforço. Se passarmos isto para o campo político temos desde o 25 de Abril (algumas exceções existem algumas) temos políticos que não pedimos e não fazemos nenhum esforço para nos mobilizarmos e empurrar de lá para fora quem tão mal nos faz. Quem estava melhor preparado para o futuro? Os meus avós que analfabetos levaram uma vida digna educaram os meus pais com muita dificuldade, sacríficio e espírito forte? Ou eu que como muitos pais tentam tudo dar aos nossos filhos camuflando muitas vezes as prendas que lhes damos com as que gostaríamos de ter tido na idade deles e proporcionando-lhes um 12º ano ou um curso na faculdade, preparando-os assim para o mais certo lugar no desemprego ou num outro País qualquer.
Imaginem o que o novo código de trabalho pode fazer nas mãos de pessoas destas
Ilídio Silva. Fixem este nome.
O Correio da Manhã de hoje revela que este senhor foi condenado a pagar uma indeminização pelo tribunal de Gondomar no valor total de 5.250 Euros à mulher e à filha de apenas 14 anos. Segundo o tribunal foi provado que este senhor que é diretor financeiro e administrador do Grupo Amorim, humilhou a ex-mulher chamando-lhe filha da puta e oportunista. Já a filha era mimada com "vaca e sanguessuga".
Quem em boa verdade com a formação que este senhor tem pode atrever-se a tratar assim a ex-mulher e a filha com 14 anos, imaginem o que poderá ele fazer com uma arma como o novo código de trabalho nas mãos. Que pena tenho eu de quem trabalha na "Corticeira Amorim" .
Entre outras opções o senhor podia trocar os insultos por, fazer ouvidos de mercador e meter uma rolha. Ficava-lhe bem mais económico.
Entre outras opções o senhor podia trocar os insultos por, fazer ouvidos de mercador e meter uma rolha. Ficava-lhe bem mais económico.
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