Férias

Hoje dei comigo a pensar como as redes sociais podem ter um efeito preverso na vida das pessoas. Como é óbvio só lá está quem quer. Vem isto a respeito sobre a informação que lá colocamos de âmbito mais pessoal. Lidámos todos os dias com conhecidos, colegas de trabalho, com amigos, familiares que devido ao estado em que o País está mergulhado, encontraram o caminho do desemprego, das dificuldades, do andar a procurar algo que os sustente. Ainda hoje um jornal diário relatava que não eram só os sem abrigo que recorriam à ajuda alimentar que algumas instituíções distribuem todos os dias à noite pelas ruas das grandes cidades, começa a encontrar-se famílias que sem dinheiro para fazer face às despesas no supermercado recorrem a esta soluão para "matar" a fome envergonhada. Com tanta gente em dificuldades neste retângulo de terra chamado Portugal existem pessoas que com todo o direito e com poder de compra não se coíbem de passar umas merecidas férias. A questão está se será que se lembram das dificuldades que o colega ao lado está a passar? Ou porventura alguma vez se deu ao trabalho e reparar que o colega (amigo, conhecido etc...) com que trabalhamos anda um pouco mais triste, mais desarranjado ou até no limite mais magro. Considero que se me encontrasse numa situação de alguma dificuldade e ainda tivesse dinheiro para aceder à Internet nem que fosse num quiosque possívelmente as fotos de viagens de férias ao Médio Oriente, Àsia ou Caraíbas deste grupo de indivíduos não me deixariam em bom estado. Num tempo em que as dificuldades são tantas fazer férias em destinos exóticos é quase um pecado. Soa quase como comer uma lagosta num restaurante e junto à janela algué estar a vasculhar no contentor do lixo algo para comer.

Os emigrantes e as férias de Verão

Tenho um profundo respeito por todos aqueles que na impossibilidade de conseguirem sustentar a sua família, neste cada vez mais triste País, se vejam na obrigação de procurar outras paragens para proporcionar a dignidade mínima que cada família tem direito. O final dos anos 60 e príncipios dos anos 70 em Portugal, foram anos de intensa emigração povoando os portugueses os 4 cantos do Mundo para fazer face à miséria, ou para fugirem a uma guerra injusta que se perpetuou por um Estado fechado sobre si próprio. No início do século XXI eis que os nossos governantes apelam de novo aos portugueses para emigrarem. Estes portugueses já mais qualificados, formados e investindo Portugal na sua educação estão assim "obrigados" a partilhar com utros povos a educação paga pelos povo português e que este país tanta falta dela tem. Mas não é sobre esta última geração de emigrantes que possívelmente e se tiverem juízo não voltam a este país deprimido, triste e sem soluções de fututro para lhes oferecer. Falo sim de alguns emigrantes que são filhos dos emigrantes da primeira geração e que aproveitam as festas na terra para se pavonearem na sua aldeia Natal. O comportamento insuportável por parte de alguns faz com que o termo emigrante seja normalmente mal conotado entre os portugueses. Eles apresentam-se com grandes carros, ocupam os restaurantes a falar francês, como se não tivessem efetuado milhares de kms e ainda estivessem no seu país de acolhimento. Esta presunção, fica-lhes mal. Parecem donos da aldeia, lugar ou vila de onde são originários.Comportam-se como seres superiores, banalizando quem está nessa altura a trabalhar. Nos hipermercados é um chinfrim provocado por uma vozearia em francês para com os seus congêneres como se estivessem num mercado a apregoar. Nos restaurantes não conseguem estar sentados nem conseguem esconder a ostentação provocando aqueles que arduamente trabalham cá em Portugal. Nos espaços públicos (piscinas) é como se a piscina fosse deles e não tivessem de respeitar a mais elementar da boa educação. Não serão todos assim. Felizmente ainda existem alguns que não se esqueceram quem eram antes de partir. Felizmente ainda existem emigrantes com respeito pelos outros e que sabem estar. O pior são os outros. E os outros são francamente maus.

Temos o direito de ser felizes no trabalho

Ontem durante o percurso de comboio que tive a oportunidade de fazer de Lisboa ao Porto dei comigo a pensar em todos aqueles que têm a "sorte" de terem um emprego, seja ele bem ou mal remunerado. Tornou-se um hábito nas empresas e em função do infeliz excesso de oferta de mão de obra que existe, ouvir-mos constantemente que existem no mercado mais de 500.000 pessoas dispostas a ocupar o nosso lugar de trabalho recebendo menos de metade do que atualmente cada um de nós recebe.
Reconheço que o mercado não está bom para as empresas, mas não posso deixar de reconhecer que está bem pior para quem nelas trabalha. A pressão exercida sobre as pessoas é de tal forma que está a deixar este país ainda mais deprimido do que os relatos sucessivos e crónicos sobre uma Troika que teima em tirar a independência e a soberania a um país com séculos de história. Claro que sim, claro que a culpa é dos portugueses porque não ousa por uma vez só tirar do poder quem sistematicamente nos coloca ano após ano pior do que já estávamos. Claro que a propaganda, claro que a imprensa, claro que os aparelhos dos partidos vão-nos pintando que estes sacrifícios são necessários para nos tirarem do beco que eles próprios nos colocaram. Daí um adormecimento da população em geral. Mas de fato esperava mais de uma das camadas sociais que a par dos idosos mais têm sofrido. Os jovens sempre tiveram ao longo da história um papel fundamental na opinião pública e na opinião política. O que se está a fazer com esta gente, com toda a gente é imoral. É de gente sem formação moral. Exigir aos portugueses, que paguem um sistema de ensino e depois se desperdicem os alunos formados e os convidemos a emigrar é coisinha de tontos. A falta de oportunidades gerada pelo estrangulamento da economia nacional tiramdo oportunidades aos jovens +e lastimoso. Ainda ontem no percurso de taxi conversava com o motorista que trabalhava na profissão à cerca de um ano. A verdeira profissão dele era programador informático que esteve ligado desde sempre à empresa atravês de um vínculo precário e assim que as coisas se complicaram vocês devem de adivinhar o desfecho.
Vejo em cada empresa que visito um semblante carregado, na cara das pessoas, os sorrisos desapareceram. As pessoas carregam fardos enormes às costas. Isto não é viver condignamente. Isto é passar pela vida a correr e a trabalhar cada vez mais e mais com prejuízos gravíssimos para a vida das pessoas. Lembro-me que em tempos idos comentávamos que os chineses viviam no seu local de trabalho comiam no seu local de trabalho e trabalhavem 12 horas por dia. Estamos assim hoje tão diferentes deles?

Indignação ao quadrado

Não posso deixar de ficar indignado com a notícia hoje publicada no jornal I em que afirma que a Assembleia da República Portuguesa teve no ano fiscal prejuízos no valor de milhares de euros. Este assunto por si só não é motivo suficiente para me deixar espantado, visto que em Portugal quase tudo que tenha intervenção estatal dá prejuízo. A razão da indignação trava-se pelo simples motivo em que um país que está sob intervenção da Troyka, que perdeu a sua independência para a senhora Merkel, que se prepara para anunciar mais medidas de austeridade, que tem em mãos um processo de despedimento de funcionários públicos possa ao mesmo tempo ter conseguido à presidente da Assembleia da República uma pensão de reforma no vaor de 7.300 euros por mês desde o momento em que a senhora perfez 42 anos. è óbviamente fazer-nos passar por estúpidos a todos os portugueses. Pergunto até quando vamos aguentar este tipo de situações onde quem governa faz leis para si mesmo que são um verdadeiro atentado a quem trabalha.
Já aqui tinha tido oportunidade de falar sobre o então bispo do Porto atual patriarca de Lisboa sobre uma intervenção que teve sobre a sexualidade na igreja. Hoje numa entrevista ao www.dn.pt, o mesmo senhor aborda este tema de uma forma que me fazem lembrar as estatuetas de uns macaquinhos a tapar os olhos, os ouvidos e a boca. Tenha ele a coragem e a obrigação enquanto ocupar o nobre lugar de bispo e patriarca de tomar uma decisão sobre alguns padres que ele tão bem sabe que têm comportamentos desviantes nesta area da sexualidade.
Já nem na igreja se pode confiar. 

Sinto falta de ti.

Faz hoje precisamente cinco anos que partiste. Na altura fiquei insensível a tudo e a todos, quase como se tivesse entrado em transe e num período de negação. Levaste contigo um pedaço de mim. esse pedaço foi o mesmo pedaço que me deste quando nasci. Exatamente à cinco anos explicava eu aos meus filhos que ainda eram muito pequenos que tu tinhas partido. A Teresa ficou confusa e o João ficou triste agarrando-se a mim a chorar. Nessa altura na presença da minha esposa expliquei-lhes que tu estarias sempre ao nosso lado e que no céu se tinha acendido mais uma estrela. Essa estrela chamava-se MARIA e zelava por nós o tempo todo. Continuo a acreditar nisto. Sinto falta de te ver, de te olhar, de te tocar e de olhar para ti e ver uma mulher com uma coragem infinita, com uma força indestrutível e que não se deixava abater por nada. Eras o nosso porto de abrigo. Mesmo muito doente não te deixaste vergar e emanava dos teu olhos essa força que sempre te caraterizou. Passados cinco anos não consegui resolver ainda a tua partida. Penso em ti, penso na falta que me fazes, penso no carinho que te devia ter dado (acho sempre que foi de menos para aquilo que merecias)penso que te devia ter dito o quanto te amo. A nossa família tem a sorte de teres deixado juntamente com o PAI uma família fantástica e unida que me faz pensar que continuas no meio de nós, seja lá de que forma for. Estarás para sempre no meu coração. Amo-te Mãe.

Até quando?

Ontem em plena crise política em Portugal com a pseudo demissão do ministro Paulo Portas o País parou. E parou porque se espereava que o mais óbvio acontecesse. Que o governo se demitisse. Mas não, enganámo-nos. Este jogo que enoja todos os portugueses e reflete bem a qualidade dos políticos que temos não tem fim. Pelo que ouvi hoje fizeram as pazes e o que estava mal ontem já está bem hoje. Troca-se ministro daqui para acolá e pronto continuamos para bingo. Estes governantes presidente incluído não escutam o povo. Não querem avaliar que a capacidade de resistência deste povo chegou ao fim. Sugados até ao tutano, pobres buscam nos caixotes dos hipermercados comida que é rejeitada por ter ultrapassado o prazo limite. As entradas das lojas servem de albergue noturno a um numero crescente de desalojados que não têm capacidade de pagar as suas rendas de casa. Os vencimentos dos trabalhadores estão mais baixos do que nunca. Os impostos não param de subir e mesmo assim não conseguem confortar a gula da despesa do estado. Mais cortes se avizinham.
Em plena crise política o ministro Paulo Portas, teve ainda a coragem de à rebelia de todas as leis internacionais proibir o avião de Evo Morales de sobrevoar o espaço aereo português, numa decisão inédita em todo o Mundo acompanhado pela Espanha e França submetendo-se assim aos Estados Unidos, originando um coro de críticas de todos os países da Ámérica do Sul. Não temos dinheiro, a UE (sra Merckel) não nos ajuda, os Estados Unidos também não mas continuamos subservientes a quem nos humilha, castiga, e nos obriga a passar fome. 
Mas este estado vai ter o fim que merece. Embora timidamente começa tal e qual a primavera Árabe a existir um coro de protestos que devagar, se vai levantando. Desde o Egito até ao rasil os povos fazem ouvir a sua voz. Pode demorar pois o mais "civilizado" dos continentes também se há-de revoltar contra esta tirania.

Helena Sacadura Cabral no seu melhor

Hoje não se fala português...linguareja-se!
 
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos',com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado! As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .
De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da acção educativa' e agora são 'assistentes operacionais'.
Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas'.
O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';
Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'
Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';
As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas' e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante. Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo' Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.
Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correcto' marimba-se para as regras gramaticais...)
As p.... passaram a ser 'senhoras de alterne'.
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-activas', 'políticas fracturantes' e outros barbarismos da linguagem. E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.
Estamos "tramados" com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correcta'.


Helena Sacadura Cabral

Trabalho

As dificuldades em manter o posto de trabalho nos tempos em que vivemos é muito grande. A exigência que cai em cada um de nós é enorme. A pressão não é menor, no entanto quando este tema de conversa é abordado por um grupo de amigos, logo vem a resposta que sempre é melhor sofrer estas pressões do que estar no desemprego. Eu, sou daqueles, que  entendo que a nossa coluna vertebral tem limites. Nem tudo pode e deve ser permitido num mundo laboral cada vez mais competitivo e exigente. 
Tudo isto não pode, não deve servir de argumento para que elementos que trabalham na mesma organização não se respeitem. Os valores morais,(Conheço muito boa gente que nem sabe o significado destas duas palavras.) de cada um diferem é certo, mas alguns valores são abaixo de porco.
Quando numa empresa entre colegas de trabalho a mentira impera, o boceirismo é comum no dia a dia, quando a falta de respeito entre as pessoas é uma constante, está tudo dito. Pingo de dignidade, frontalidade é coisa que está em desuso. Fico pasmado com a convicção com que as pessoas são capazes de contar a maior das mentiras como se de uma verdade absoluta se tratasse. Infelizmente casos como estes são mais do que muitos e vão-se perpetuando nas empresas tal e qual melgas que picam e depois fogem.
A estes animais, não tem de fato outro nome só me apetece dizer uma coisa: a justiça pode tardar, mas não falhará.

Democracia

Democracia é um termo Grego (curioso que tenhas sido os gregos a criar este conceito e aviverem atualmente sob o jugo da Alemanha) que quer dizer poder do povo. Ora as democracias europeias que eu conheço, são tudo menos isto. Quem é eleito pelo povo depois de nomeado governa de uma forma geral contra ele. O povo não sabe lidar com a democracia e com os parcos poderes que ela lhe dá. Nos atos eleitorais primam em alternar os partidos que já provaram serem capazes de fazer os maiores
estragos e prejudicar esse mesmo povo. Parece existir um sentimento de autoflagelação que não consigo compreender.
Os governantes são eleitos para num regime de extrema transparência darem contas a quem os elegeu sobre o estado do País, sobre o que fazem e sobre aquilo que pretendem fazer. Faz-me alguma confusão que nas reuniões dos conselhos de ministros ou do conselho de estado se fechem as portas aos jornalistas de forma a que aquilo que se produz dentro das quatro paredes seja um conjunto de coisas que os eleitores não possam saber.
Torna-se imperativo que este estado de coisas mude. O estado somos nós cada um dos eleitores. E não se pode esconder o que quer que seja ao estado. É claro que tudo isto tem uma explicação, os eleitores são constantemente enganados pela raça política que não tem a qualidade que os povos merecem.
A senhora Merkel, não é nada mais nada menos do um Hitler dos tempos modernos subjugando (não os judeus por esses agora têm muito poder), mas toda uma europa que se ajoelha perante uma Alemanha cada vez mais prepotente. Não venceram pelas armas, vencem pela economia fazendo atrocidades e fazendo sofrer de forma ignóbil.
Por cá um candidato a uma câmara do Norte do país decidiu afrontar muitos eleitores ao apelidar os adeptos de um clube de Lisboa de magrebinos. Com esta afirmação parece-me que reduziu substancialmente as hipóteses de sucesso em ser presidente da autarquia. Esperto.
Por cá também, foi notícia a transferência do Bispo do Porto, para patriarca de Lisboa. Num dos seus primeiros apontamentos foi  de mandar averiguar os escândalos sexuais na igreja. Este mesmo Bispo que fez vista grossa ao que se passa em alguma igrejas do Porto e do norte do País assobiando para o lado, como se esse problema não fosse um problema dele. É assim desde os políticos até à Igreja.
Só me apetece dizer uma coisa: Este país não tem salvação.

O dia de todas as Mães

Mãe é aquela que cuida. Mãe é aquela que ama incondicionalmente. Mae é aquela que não precisa de fazer perguntas,sabe como nos estamos sem que lhe digamos o que quer que seja. Gostaria que todas as crianças tivessem uma mãe que cuidasse deles como a Mãe dos meus filhos. Com a idade que eles têm nem imaginam a sorte em terem assim uma Mãe.
As Maes mereciam que todos os dias fossem dias da Mãe. Curiosamente nós que somos filhos, só temos verdeiramente noção do quanto gostamos da nossa mãe quando ela nos falta. Todos nós damos a nossa Mãe como um dado adquirido, crescemos com a Mãe ao lado, trocamos muitos momentos que passávamos com a nossa mãe na adolescência para passar com os amigos, com a namorada e quando ela dá conta estamos a fugir porta fora e só voltamos a dar a verdadeira importância quando as nossas Mães se tornam Mães segunda vez, ou seja Mães dos nossos filhos. Curioso como depois de tudo ela nos continua a amar incondicionalmente.
Nós, os filhos amamos as nossas mães também de forma incondicional, mas só damos verdadeiramente conta do nosso amor por elas quando ela nos falta.
A minha mãe está no céu. No dia em que ela partiu disse aos meus filhos que tinha nascido mais uma estrela brilhante no céu que olhava por nós.
Quem me dera que aqui estivesses Mãe. Amo-te tanto.

Sem abrigo

Por força das circunstâncias atravessei hoje de manhã bem cedo,a minha cidade do Porto com uma tranquilidade que não me é habitual. Gostaria de possuir o elixir para prolongar este estado de alma por tempos infinitos. A forma vagarosa com que tive a oportunidade de vaguear pelo centro da cidade permitiu-me "ver" a minha cidade com mais detalhe do que aquele que me é habitualmente permitido. A cidade do Porto é uma cidade pequena, com uma arquitetura ímpar e recheada de gente boa. No entanto hoje não gostei do que vi. Aquela ideia que todos nós temos sobre o empobrecimento do país permitiu-me verificar o multiplicar de homens e mulheres que dormem na rua à porta de estabelecimentos comerciais. Torna-se impressionante o numero de casos de sem abrigo que povoam de manhã bem cedo as entradas das lojas, dos prédios envoltos em cartões e alguns cobertores que mais não fazem do que proteger do frio mas deixando passar a chuva que incessantemente caía sobre a cidade logo pela manhã. Este não é o meu Porto. As gentes do Porto não são assim, ou pelo menos não eram. Esta cidade erguida ás custas de gente de trabalho, de gentes de garra, sem papas na língua não trata assim os seus. Talvez o desemprego generalizado que teima em ser maior na região norte do País explique alguma coisa. Esta visão perturbadora de sem abrigo que começam a repovoar a cidade é inadmíssível. A declaração universal dos direitos do homem não passa de um papel assinado cheio de boas intenções escrito na época por gente com ideais, mas que no tempo em que vivemos não é reconhecida pela maior parte dos nossos governantes. O direito à dignidade humana, o direito ao trabalho, o direito a ter um teto são palavras vãs. Triste mundo este.

A espuma dos dias

O clima depressivo em que vivemos, torna o dia-a-dia das pessoas compouco espaço para afetos, demosntrações de carinho e até para um simples telefonema a alguém que outrora foi presente na nossa vida e agora por uma qualquer razão se encontra mais afastado. Este vai e vem de dificuldades que nos entra pela televisão, pela rádio e até no nosso dia a dia com as pessoas que nos são mais próximas. Esquecemos-nos de dizer ao outro que gostamos dele, esquecemos-nos de dizer ao outro como andas? esquecemo-nos de um simples telefonema a dizer olá. Presumo que cada um de nós já sentiu isto na sua vida. O curiosos é que nos encontramos numa altura em que nos sentimos mais necessitados de atenção por parte da família, do amigo, do colega de trabalho etc...O que nos falta então para que esta vontade de agarrar no telefone e ligar para algué e perguntar tão smente como estás? O que falta então, pegar no telefone e convidar aquele amigo(a) com quem não falamos á muito tempo e marcarmos um café para pôr a conversa em dia. Este tipo de atitude ajuda quem recebe o telefonema como quem o faz. Numa época em que tudo nos é roubado, não deixemos que nos deixemos roubar pelo esquecimento daqueles de quem mais gostamos. Tal e qual com a espuma das ondas que aparece e rápidamente desaparece, vamos pensar em quem hoje merece a nossa atenção.

Reformados do BCP causam indignação

O BCP agora chamado millenium BCP é um banco português que cresceu exponencialmente poucoa anos após a sua fundação atravês da aquisição de vários bancos. Este crescimento, foi de tal forma acentuado que os funcionários do BCP eram funcionários de uma banca à parte. Como é normal neste tipo de entidades e com as fusões, existiram dores de crescimento. O Dr. Jardim Gonçalves na altura presidente do banco era um senhor todo poderoso em Portugal. Eram conhecidas as atitudes sectárias do banco que não admitia mulheres a trabalharem no banco porque a produtividade era afetada pelas gravidezes. Coisas que acontecem às mulheres. Eram também proíbidas associações sindicais no banco. Este comportamento gerou em mim uma antipatia tal que me levou a afirmar que no BCP nunca teria eu conta. Após os anos dourados o banco viu-se numa sucessão polémica da sua administração e assim foi indo de sucessão em sucessão. O mais curioso disto é que de uma forma mais ou menos generalizada todos os antigos administradores estiveram ou estão a contas com os tribunais. A banca em Portugal tem um poder que o poder desconhece. Esta semana foi criado o movimento dos reformados indignados liderado por um ex presidente do banco que criou o movimento para protestar contra o imposto que incide sobre as reformas mais avultadas. Curioso, como um administrador que não deixava nem recebia sindicatos resolva depois de reformado criar um movimento para reenvidicar o direito a que a sua pobre reforma não seja alvo do referido imposto. Para que conste a reforma do dr. jardim Gonçalves é de 165.000 euros, Filipe Pinha aufere uma reforma de 70.000 euros. Parece-me de fato que se tratam de pessoas que vivem no limiar da pobreza. Triste país este que deixa crianças e famílias a passar fome e premeia estes senhores com reformas tão principescas.

Thomas Dydahl - It's Always Been You

A facilidade dos dias

O que vivemos nos dias de hoje, reflete a forma como fomos educados na nossa infância e adolescência. Todos nós de uma forma ou de outra nos recordamos de frase vindas dos nossos pais a dizer: "Tu para lá vais", ou então "daqui a uns anos vais perceber o que te digo hoje". A realidade nada oculta leva-me a pensar, que a parte da educação que os meus pais me deram, longe de ser perfeita teve pelo menos o condão de me incutir valores que para mim são inalienáveis. A amizade, a sinceridade etc.. estão bem vincadas naquilo que sou hoje.
Hoje recordo uma publicação de um amigo em que ele refletia a forma como educamos os nossos filhos, cheia de facilidades, O menino quer, o pai dá, a menina quer, a mãe dá, contribuindo assim para uma sociedade e para um futuro de homens e mulheres em que a luta por algo é coisa que não consta no dicionário. Apesar da crise e porventura, acentuada pela crise todos nós nos preocupamos em segurar aquilo que entendemos ser mais importante para nós. O nosso emprego, sustentáculo de tudo o que podemos proporcionar á família, enveredando assim por um caminho que dificilmente tem retorno. Damos mais ao trabalho do que aos nossos filhos e conjuge, traindo assim um dos pilares fundamentais da família. Tempo para ela. Nada tem mais importância do que a nossa família que é a base de tudo. Está lá á nossa espera quer faça chuva quer faça sol. É o nosso porto de abrigo. Os nossos filhos são o melhor de nós, como os nossos pais são a nossa referência. Iludimo-nos quando pensamos que podemos trocar a falta de tempo que passamos com a família com um perfume, com flores com um jogo, com uma playstation etc...e um dia, um dia, paramos e admirámo-nos porque se torna mais fácil o divórcio do que lutar por um casamento, Admirámo-nos porque se torna mais fácil deixar o filho no infantário até mais tarde do que sair mais cedo e levá-lo a passear pela praia, admirámo-nos quando um dia olhamos para os nossos filhos e vemos o quanto eles cresceram e nós mal demos conta disso.
Hoje é dia dos namorados. Hoje é dia para aqueles que são casados ou vivem com alguém pensarem mais no outro do que em nós. Se cada um de nós pensasse um pouco em fazer o outro mais feliz com toda a certex«za que receberíamos o mesmo da outra parte e seríamos mais felizes. Por um dia um único dia atrevamo-nos a libertar o nosso coração e a dar mais do que receber. Vão ver que no final do dia foi compensador.

Falta de decoro

Já aqui tive oportunidade de comentar que a igreja católica, símbolo de fé de crença de milhares de pessoas por todo o Mundo anda a desencantar os seus leigos. Bem sei que ser católico (e eu sou) é crer mais em Cristo do que nos homens que na terra o representam mas entendo que quem sentiu a vocação de envidar pela vida sacerdotal deveria ter mais recato, respeito e sobretudo honrar as bases do catolicismo. Escrevo isto por que esta semana tive a oportunidade de ler que a mais alta cúpula da igreja romana teve neste mundo em que muitos passam fome, em que muitos desesperam por uma gota de água em que a pobreza não para de aumentar que a digníssima igreja católica se dê ao luxo de fazer estes atropelos morais http://expresso.sapo.pt/vaticano-comprou-em-segredo-predios-de-luxo-em-londres=f781455 . Hoje mesmo o jornal "Sol" afirma que o ministério público investiga por fraude um centro social em Abrantes por suspeita de fraude à segurança social. Depois do mal resolvido e ainda não acabado escandalo da pedofilia no seio da igreja católica somam-se mais estes casos que não dignificam em nada a instituição e em muito contribui para que cada vez menos gente acredite na igreja dos homens.

Pieguices

Hoje não resisti a falar dos meus filhos. Bem sei que os nossos filhos são sempre os melhores do que os filhos dos outros, mas pai ou mãe que assim não pense, não gostará dos seus filhos o suficiente.
Eu tenho a sorte de ter dois filhos um fantástico rapaz de 15 anos e uma adorável menina com 12 anos. Sendo eles tão diferentes, têm génios, temperamentos tão opostos. São dois filhos absolutamente fantásticos. Próprio da idade alguma irreverência, mas quer um quer outro são absolutamente fantásticos, aparentemente mais rude ele mas com um coração e com um carinho do tamanho do Mundo. Ela mais dócil mais fácil de nos conquistar, mais menina . Por vezes penso o quão infeliz era se não tivesse tido a hipótese de vivenciar esta experiência.
Tenho um orgulho enorme em ter os filhos que tenho e resta-me agradecer à fantástica mulher que me proporcionou ter dois filhos como os que tenho. 
Amo-vos de todo o coração.

Felicidade

Nutro uma especial admiração pelo povo brasileiro. O passado recente do Brasil não é uma coisa bonita de se contar. Um país que recorreu por várias vezes ao FMI, com taxas de inflação elevadíssimas, taxas de juro incomportáveis e ainda assim um povo que irradia felicidade.Felizmente a situação no Brasil mudou muito e para melhor. Apesar das desigualdades ainda existentes, a qualidade de vida generalizada do povo brasileiro tem vindo a subir a olhos vistos. Correram com o FMI de lá para fora, deram o grito de Ipiranga em relação ao EUA e passaram de um país com prais bonitas e favelas onde o tráfico de droga e armas era rei para um país onde o crescimento se faz sentir associado a um aumento da qualidade de vida. Esta fórmula gostava de ver associada ao meu país, que tão umbilicalmente está ligado a este país irmão. Acontece que deste lado do atlântico a tristeza, o desespero estão a tomar conta das pessoas. Pessoalmente entendo que temos muito mais a apreender com o Brasil do que com os países modelo do norte da Europa, onde tudo é muito certinho, os governos tratam as pessoas muito bem, mas não conseguem lidar com altas taxas de suicídio no norte da Europa. Alguns dizem que a falta de sol é um dos principais responsáveis por este infeliz desenlace. Pessoalmente não sei do que será, mas de uma coisa eu sei. Gostava muito que em 2013 os portugueses fossem contagiados pela alegria, a boa disposição que os brasileiros irradiam. 

Merda de Natal






Aproxima-se a "passos" largos, uma das festas que deveriam ser de maior partilha, união e felicidade entre as pessoas. Infelizmente temo que este Natal, seja o pior Natal de muitos anos para muita gente que se vê confrontado com uma realidade que desconhecia. O flagelo do desemprego veio para ficar e como se não bastasse atingir aqueles que dele nunca conseguiram fugir atinge também muitos quenunca pensaram chegar a esta altura do ano e ter o coração apertado, um nó na garganta por sentirem na pele o que é de fato a pobreza que tem um efeito ainda mais devastador nesta época festiva do ano. A ideia de que não temos para dar, à família, aos filhos, à mãe seja a quem for e não ter o que comprar porque o dinheiro não existe é assustadora. Pensemos todos naqueles que por vezes estão ao nosso lado e nem imaginamos o sofrimento porque passam.
Outra das coisas que mais me deixa triste no Natal é a tecnologia. Não sou bicho do mato, mas tenho saudades dos tempos em que o Natal se desejava cara a cara, abraço a abraço, beijo a beijo e podíamos perceber aquilo que ía na alma das pessoas.
Trocou-se o contato pessoal pelo telefone, depois pelo sms e finalmente pelo facebook. Tenho saudades das vozes das pessoas dos abraços e dos risos das palermices que a muitos só víamos uma vez por ano.
Estamos progressivamente a afastarmo-nos daqueles de quem gostamos e o pior é que nem damos conta disso.
Um Feliz Natal para todos vocês.