Espaço T

Carta Aberta de Jorge Oliveira – Presidente e fundador do Espaço t
Olá,
O meu nome é Jorge Oliveira, tenho 46 anos e fundei o Espaço t quando tinha 27 anos.
Era um jovem que acreditava nos sonhos, em mudar o mundo e nessa minha luta e sempre com a ajuda de uma grande
equipa, conseguimos transformar utopias em realidade.
Contribuímos para ver sorrisos em pessoas que já os haviam perdido e essas mesmas encontrarem novas vidas quando já
quase nada tinham.
Hoje decidi escrever-lhe, pois passei a noite a pensar e senti que é você que me pode ajudar.
Este sonho de quase 20 anos tem sido uma luta diária mas que vale e valerá sempre a pena, quando vejo o nosso porteiro
João Pedro, um rapaz com trissomia 21, feliz por trabalhar e se sentir o melhor porteiro do mundo, quando a Manuela diz
que no Espaço t encontrou a sua casa e deixou de tentar diariamente o suicídio o que a levava diariamente ao Hospital de
S. António, porque afinal o que ela queria era afecto e lá não lhe davam e quando vejo a Alexandra a razão deste sonho ainda
faz mais sentido, sempre na sua cadeira de rodas a sorrir e agora a lutar pelo seu 12º ano e porque por exemplo a equipa que
comigo   trabalha   apesar   de   terem   parte   dos   seus   ordenados   em   atraso   dizem-me “Jorge   não   desistas,   vai   em   frente   e
vejo-lhes um sorriso no olhar”.
Claro   que   tudo   isto   me   tira   o   sono,   mas   também   me   dá   força   para   continuar   a   acreditar   num   mundo   melhor   onde   os
Homens valem mais do que o dinheiro, a troika, as políticas e tudo o resto.
Este ano fazemos 18 anos de existência e o slogan que decidimos criar para 2012 foi: “Nós existimos porque a felicidade
existe”, mas a verdade é que tem sido um ano duro, pois somos uma associação onde o único lobby é a força de acreditar no
mundo onde os Homens têm nome e valem por si. No fundo o mundo que todos sonhamos.
Há 6 anos o Espaço t teve talvez um dos maiores sonhos realizados: construir a sua sede através de fundos comunitários, um
edifício na cidade do Porto, onde hoje centenas de pessoas realizam nele os seus sonhos.
Foi um projecto quase utópico porque apesar de nanciado a 90% tivemos que suportar 10% do valor, pagar juros e outras
tantas coisas. Mas mais uma vez conseguimos transformar sonhos em realidade.
Ao   longo   destes   anos   ganhamos   muitos   prémios   em   áreas   distintas   tendo   mesmo   a   Fundação   Gulbenkian   nomeado   o
Espaço t para representar Portugal no prémio internacional Raymond Georis Price: The Mercator Found.
Em 2001 o Espaço t criou o seu departamento de formação dirigido a pessoas excluídas e com graves problemas socias, a
funcionar numa escola primária cedida pela Câmara Municipal do Porto. No entanto e apesar do excelente trabalho que
fazemos neste departamento onde já formamos várias centenas de alunos, o Estado penalizou-nos em 70 mil euros por  não
termos   chegado   com   todos   os   alunos   ao   m   em   alguns   cursos,   a   verdade   é   que   os   que   chegaram   hoje   são   homens   e
mulheres diferentes. Mas na política dos números, mais do que as pessoas, interessam os rácios e as metas. Por isso 70 mil
euros que foram gastos com os formadores, formandos e tudo o que uma escola necessita são agora uma dívida para nós.
Mas estas são as regras do jogo, são as leis dos números. Por isso neste momento o Espaço t tem uma divida de 150 mil
euros; 70 mil das penalizações e 80 mil ainda fruto da aquisição da nova sede e as obras na lial da Trofa.
Sempre cumprimos e vamos continuar a cumprir e a trabalhar para a excelência.
Por isso hoje decidi escrever-lhe a si e pedir-lhe 1€ para que esta associação possa continuar a sonhar e ajudar a criar mais
sorrisos, como por exemplo o do Álvaro um homem com 50 anos que frequenta o Espaço t há uma década e que este ano
está contentíssimo porque iremos leva-lo com outros alunos a Paris tendo ele condenciado que já conseguiu juntar o
dinheiro para a sua viagem. Diz ele que nunca andou de avião, vai ser bom vê-lo sorrir a sentir Paris.
Peço-lhe por isso que deposite 1€ na conta do Espaço t domiciliada na Caixa Geral de Depósitos com o NIB 0035 0196
0002 0872 9304 4  e aquilo que eu lhe prometo dar  é que vai poder exigir-me a vida toda a responsabilidade de lutar por
esse mundo melhor.
É um compromisso entre si e eu. Se eu falhar exija-me, mas também por outro lado quando vir uma actividade do Espaço t,
pense que também está lá, não pelo euro mas porque esse euro fez com que pudéssemos continuar a fazer com que o
mundo dos Homens pudessem também ter dias de felicidade, como agora nos meses de Maio e Junho onde iremos realizar
o   XIV   Corpo   Evento   –   Ciclo   de   Espectáculos   em Teatro   e   Dança,   onde   mais   de   100   homens   e   mulheres   de   hospitais
psiquiátricos e cadeias e 70 dos quais do Espaço t vão contar histórias a uma só voz para fazer do Rivoli uma grande sala de
espetáculos onde todos os Homens são iguais.
Agora que nos conhece um pouco melhor peço que se junte a nós, não deixe de o fazer. O dinheiro de um café seu vai fazer
toda a diferença. Por isso quando for ao multibanco leve este NIB e dê-nos 1€. No dia a seguir, no nosso site http://www.espacot.pt/
poderá ver lá o seu euro contabilizado com todos os outros euros dados. Com esta rede solidária acredito que iremos atingir
os nossos objectivos.
Despeço-me dizendo: quando me vir não se esqueça de me dizer “não te esqueças eu dei-te 1€ para lutares por um mundo
melhor”, exija-me, eu não vou falhar pois a minha história tem sido essa juntamente com aqueles que estão comigo há
quase 18 anos.
Porto, Espaço t, Abril 2012
Um abraço
Jorge Oliveira

País mais justo

Apesar da maioria dos políticos que estão no governo acenarem com uma esperança em melhores dias que só eles vêm, a realidade na oculta, revela-nos que o País vai de mal a pior. Segundo os últimos dados necessitávamos só para pagar os juros que a Troika nos vai cobrar de crescer entre 4 a 5% ao ano. As projeções para Portugal para 2012 revelam que portugal deverá ter um crescimento negativo de 3,3%. Torna-se por isso evidente que não conseguiremos pagar aquilo que estamos a pedir emprestado e vamos andar de mão estendida durante muitas gerações a pagar os pecados de quem nos governou/a. Perante isto, resta a alguns portugueses, que não têm hipótese de ter dinheiro suficiente para o colocar numa off shore ou não pertencerem a um partido político das esferas dos últimos governos (estes encontram sempre uma empresa ligada direta ou indiretamente ligada ao estado para se acomodarem) a emigração ou em alternativa ficarem em Portugal ainda mais amordaçados, vilipendiados e ter de assistir a este espetáculo,perdendo dignidade a cada dia que passa. Um dia, talvez, um dia este povo amordaçado, pode ser que desperte e se revolte contra este estado de coisas.
Vem isto a proósito de duas notícias hoje publicadas em jornais diferentes. A primeira ilustra grande parte do desassossego em que maior parte das famílias sobrevive com os filhos a ficarem em casa até quase á idade da reforma. A precariedade no emprego, os baixos salários levam a que a única certeza que um jovem hoje tem é uma grande incerteza quanto ao seu futuro. Enquanto os pais forem aguentando com as miseráveis reformas a por enquanto vão tendo direito isto ainda se vai segurando. O jornal Público de hoje relata que 40% dos jovens portugueses até aos 34 anos têm um salário inferior a 600 euros por mês. Por outro lado outro diário Correio da Manhã, conta-nos a história de um ex presidente de um banco de nome Jardim Gonçalves, ususfrui de uma mísera pensão mensal de reforma no valor 167,650 euros. Não obstante esta parca mpensão de reforma exige agora ajudas de custo em falta no valor de 750.000 euros.
Até quando é que o povo vai aguentar isto?

Escola no século XXI

Na passada semana tive a oportunidade de estar presente na reunião de avaliação das notas referentes ao segundo período de um dos meus filhos. Por razões óbvias não vou revelar o nome da escola, mas posso gararntir que se trata de uma escola que não fez parte da festa que se revelou a renevoção do parque escolar. Garanto que todas as salas possuem quadros interativos, no entanto as cadeiras, as mesas a dimensão das salas e o aspeto geral da escola deixam muito a desejar, não contribuindo em nada para que um ambiente calmo, sadio e tranquilo se possa fazer sentir na sala de aula. As janelas ainda de ferro permitem que todo o tipo de barulho irrompa pela sala de aulas. As crianças que brincam no recreio permitem que os que se encontram na sala de aula estejam suficientemente desatentos. Tudo isto vem a propósito do fato de na turma (com 27 alunos) de um dos meus filhos existirem três crianças em aulas de recuperação por terem mais de três negativas que incluem matemática e/ou português. O mais recente despacho do ministério da educação que prevê a possibilidade dos psis poderem escolher as escolas dos seus filhos independentemente da area de residência é mais um embuste e um atirar areia para os olhos da opinião pública criando a sensação que podemos colocar os nossos filhos nas escolas que melhor aproveitamento têm e melhores condições apresentam. Esqueceram-se foi de mensionar que essas escolas já se encontram sobrelotadas tornando esta medida um autentico gesto de propaganda do ministério. Como se não bastasse, existe a possibilidade de as escolas poderem formar turmas onde os piores alunos serão colocados todos na mesma turma, o que vai "fomentar" a recuperação desses mesmos alunos. Aumentar o numero de alunos por turma para 2013 serão turmas com 30 alunos cada irá permitir uma redução substancial no numero de professores, uma redução no numero de pessoal auxiliar menos salas ocupadas mais concentração, tudo em nome de menores gastos, menos custos e poupança ridícula onde precisamos sobretudo de investir. No futuro dos nossos filhos. Voltámos ao século XIX
Será esta a escola que pretendemos para os nossos filhos?

Um tiro em Atenas

Era um velho decente, formal e limpo. E havia nele memórias, sofrimento e grandeza. Olhou em volta. Nem a sombra de um remorso nem aquele limite denso e excessivo que a idade costuma expor. Olhou em volta e talvez estivesse a lembrar-se dos vendedores de esponjas de antigamente, que ofereciam o produto na praça da Constituição; ou das tavernas com parreiras, na Plaka, sob as quais comera queijo de cabra e bebera resinato, nos longos dias de calor. E de mulheres com quem dançara, pelas festas perdidas para sempre.
Passara por muitas coisas de infortúnio e por algumas alegrias selvagens e dispersas. Transfigurada de ventos e de silêncios, a cidade fora invadida pelos nazis, envolvendo de medo e atrocidades o chão sagrado dos deuses, dos poetas e dos filósofos.
Atravessara o luto criado pelos coronéis, com a consciência de que a adversidade era fruto da falta de bondade e de compaixão, aparentemente inexplicável. Fora preso por querer ser livre. Conhecera as rudezas do desemprego, e os ténues acenos de uma esperança obstinada. Depois, como se a sociedade precisasse de um mundo de compensações, haviam-lhe reduzido o ordenado, e aumentado tudo o que pertencia aos domínios da sobrevivência estrita. Mais tarde, extorquiram-lhe os subsídios e limitaram-lhe os proventos de uma reforma escassa.
Suportou as gradações da infelicidade, porque aprendera que a infelicidade nunca é lisa, e dispunha sempre de diferentes medidas de circunstância. Chegara, assim, ali: àquele plaino com relvado, de onde se divisava o que desejasse ser divisado. E descobrira, exausto e triste, de que pouquíssimas vezes o tinham deixado ser feliz e livre.
Soltou um grito. Como se quisesse desabafar a dor insuportável que sobre ele tombara, lhe vergara os ombros e lhe ferira o mais secreto da sua fé. As coisas são como são, diziam. Mas ele não queria que as coisas fossem como queriam que elas fossem.
A partir de certa altura, decidira manter uma atitude respeitosa e marginal. Nem mesmo assim obtivera paz e sossego. A verdade é que um homem está sempre ligado ao seu passado. O aparente apaziguamento interior não domesticara a ira, a cólera e a indignação que sentia, sobretudo quando a sua terra deixara de ser a lenda e a história e fora transformada numa litografia imbecil.
Quando gritou, gritou para aqueles que o não ouviam ou não desejavam ouvir. Assaltara-o o medo de ter, num futuro próximo, de esgaravatar nos caixotes de lixo, em busca de comida. E de deixar aos filhos e aos netos o peso de dívidas e a impossibilidade de as pagar. Sentou-se na relva. Ninguém o olhou. Há muito que as pessoas não se cruzavam: trespassavam-se.
Gritou: eles não respeitam nada nem ninguém!
E disparou o revólver na cabeça.
Dimitris Christoulas, 77 anos, reformado, grego. Nosso irmão.
Atrevi-me a partilhar este texto depois de o ter visto no blog de um querido amigo.
O texto é um artigo de opinião publicado em http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2412409&seccao=Baptista Bastos&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=-1

Deserto

Ontem em conversa com um amigo que teve oportunidade de tirar um breve período de férias Pascais, dáva-me ele conta da solidão que hoje é deslocarmo-nos numa das muitas autoestradas construídas no sentido de facilitar o acesso ao interior do País. Segundo ele mesmo nas saídas de cidades com alguma dimensão, a falta de carros e pessoas era notória. Sinceramente não me espanta. omo tão bem os políticos portugueses sabem fazer na altura da inauguração dos novos troços de autoestrada com festas a condizer, diziam-nos que se pretendia aproximar o interior do litoral facilitando assim os acessos e justificando assim os milhões investidos nas empresas de construção civil onde não faltam boys deste ou daquele partido. Em boa verdade os acessos estão mais facilitados, mas em contrapartida o custo destes acessos teve um preço demasiado alto. Fecharam-se escolas, fecharam-se centros de saúde, fecharam-se hospitais, maternidades, vendeu-se esse imobiliário a preço de saldo e abriu-se por vezes as portas aos privados para entrarem por estas cidades dentro e darem a poucos que têm possibilidade de pagar, aquilo que os mais pobres não podem. Assim, começaram a nascer portugueses em Espanha, e em ambulâncias do INEM ou dos bombeiros. Facilitou-se o abandono das terras assim como já se tinha feito com as pesacas e o resultado é um País a caminho da desertificação. 
Hoje acenam-nos que é necessário voltar a trabalhar as terras, fomentar a agricultura etc..., mas quem em boa fé que migrar para o interior criar raízes e ficar a uma hora de um hospital? Quem se sujeita a migrar para o interior e ter de levantar o seu filho às sete da manhã para ir a uma escola a 20 km de casa?
Fico espantado com a capacidade que estes partidos que nos governam desde o 25 de Abril continuam a merecer a confiança da maior parte dos portugueses. Estas políticas de mentirinha vão deixando o povo inebriado e confuso e mais pobre a cada dia que passa isso sim eu tenho a certeza. 

Para ti

Traidores e mal formados

  Ao contrário do que acontece com muitos animais que todos os dias são catalogados como espécies em vias de extinção, esta espécie teima em não desaparecer, como insiste em proliferar. Curiosamente é em tempos de crise que eles mais se revelam (no nosso íntimo, já os conhecemos) e revelam-se sempre nas melhores ocasiões. Presumo que cada um de nós já se confrontou diretamente com algum elemento desta espécie. Conheço infelizmente alguns exemplares que normalmente se riem pela nossa frente e assim que nos virámos estão de punhal em riste para a célebre facada nas costas. Cão que não conhece o dono ditado antigo e que se torna apropriado para muitos deles em que algum dia da sua existência necessitaram da nossa ajuda e hoje esqueceram-se das horas e horas que estivemos ali ao lado, muitas vezes mais presentes do que a família e hoje do alto da sua idiotice nos ignoram. Gente que no seu local de trabalho tem quase como exclusiva função agradar ao chefe, dizendo mal deste ou daquele ou aproveitando momentos em que os seus departamentos estão mais desprovidos de movimento aproveitam para dar graxa ao "cágado". Hoje, conversando com um colega de trabalho, dei-me conta da quantidade de animais que conheço e que se enquadram neste perfil. Gente sem escrúpulos que pensa que o lambe botas, a atitude de "engraxador" lhes promete um futuro mais risonho. Sem ter uma bola de cristal a estes eu posso garantir que não os espera um futuro melhor. Tal e qual como a merda, mais dia menos dia a verdade acabará por vir ao de cima.

Portugueses de primeira/Portugueses de segunda




Já sabíamos que a justiça não era para todos. Quem tem dinheiro tem direito à "justiça", que não tem acaba injustiçado. Nas crises as coisas passam-se mais ou menos assim, existem classes a quem a crise paasa ao lado. Repare-se nos vários governantes que nos últimos anos passaram pelo governo e não consta que nenhum deles esteja mal empregado. Estas desigualdades vêm agora a propósito dos vencimentos dos administradores da EDP. Segundo o jornal "Dinheiro Vivo" os administradores da EDP, vão receber 3,980 milhões de euros, num ano de crise em que a elétrica se prepara para aumentar mais as tarifas a todos os portugueses que andam tão endinheirados.
Não obstante este fato, alguns "trabalhadores" do estado, ficam isentos do imposto estraordinário que o próprio estado decretou para os seus funcionários. Empresas com a Caixa Geral de Depósitos, ou a TAP não serão abrangidas pelo plano de cortes que o governo decretou. Segundo um porta voz da transportadora, a empresa irá fazer cortes internos no sentido que as despesas baixem. Das duas uma ou são muito estúpidos, tanto tempo a dar prejuízo e só agora detetaram que existem "gorduras" que merecem ser cortadas, ou então quem vai "pagar" a fatura serão de novo os passageiros que terão de levar de casa um tupperware com as refeições de casa. Com esta gente apetece dizer privatizem já a TAP porque com empresários à séria os pilotos não ganhariam tão miseravelmente.

FUTURO

Existem dias assim. Existem dias em que me levanto e me dou conta que estou mais atolado do que aquela criança que no célebre filme da "Lista de Schindler" nos aparece pelo ecrã dentro enfiada dentro de uma latrina conseguindo esconder-se dos alemães. Os alemães sempre eles na ordem do dia. Bem isto a propósito de dar comigo a pensar no que será o futuro dos nossos filhos. Para alguns sobrinhos ou para outros mais jovens que se dão ao trabalho de vir a este blog. O que é que o futuro lhes reserva?
Parece-me que aparentemente um futuro pior do que o dos pais. Se forem pais que ainda consigam neste momento ter trabalho, muita das vezes sofrido e mal pago, sempre vai dando para um dia a dia com comida na mesa e roupa sempre que se necessite, pagando os pais um preço muito alto por esse emprego, resistindo com constantes idas à farmácia e socorrendo-se de medicamentos para terem uma noite mais ou menos tranquila que lhes permita no dia seguinte acordar e rumar ao inferno de todos os dias. Caso os pais estejam desempregados a miserável vida que levam não é contada pelo fato de a dignidade roubada a esta gente não lhes permite já não lhes permite gritar bem alto a injustiça que a sua triste sina lhes trouxe.
Mas o que é que falhou entretanto para que o futuro seja assim tão sombrio? Só pode ser a educação que os nossos pais nos deram. Parece estranho não parece? Mas de facto se compararmos os nossos pais deram-nos muito com muito esforço sem que fizéssemos muito esforço para o ter e a consequência é que habituamo-nos a ter qualquer coisa sem esforço. Se passarmos isto para o campo político temos desde o 25 de Abril (algumas exceções existem algumas) temos políticos que não pedimos e não fazemos nenhum esforço para nos mobilizarmos e empurrar de lá para fora quem tão mal nos faz. Quem estava melhor preparado para o futuro? Os meus avós que analfabetos levaram uma vida digna educaram os meus pais com muita dificuldade, sacríficio e espírito forte? Ou eu que como muitos pais tentam tudo dar aos nossos filhos camuflando muitas vezes as prendas que lhes damos com as que gostaríamos de ter tido na idade deles e proporcionando-lhes um 12º ano ou um curso na faculdade, preparando-os assim para o mais certo lugar no desemprego ou num outro País qualquer.

Imaginem o que o novo código de trabalho pode fazer nas mãos de pessoas destas

Ilídio Silva. Fixem este nome.
O Correio da Manhã de hoje revela que este senhor foi condenado a pagar uma indeminização pelo tribunal de Gondomar no valor total de 5.250 Euros à mulher e à filha de apenas 14 anos. Segundo o tribunal foi provado que este senhor que é diretor financeiro e administrador do Grupo Amorim, humilhou a ex-mulher chamando-lhe filha da puta e oportunista. Já a filha era mimada com "vaca e sanguessuga".
Quem em boa verdade com a formação que este senhor tem pode atrever-se a tratar assim a ex-mulher e a filha com 14 anos, imaginem o que poderá ele fazer com uma arma como o novo código de trabalho nas mãos. Que pena tenho eu de quem trabalha na "Corticeira Amorim" .
Entre outras opções o senhor podia trocar os insultos por, fazer ouvidos de mercador e meter uma rolha. Ficava-lhe bem mais económico.

Feliz 2012

Hoje, mas só hoje, vou esquecer que para 2012 os impostos vão aumentar mais uma vez, vou esquecer que vou pagar mais pela saúde, vou esquecer que vou pagar mais pelos transportes, vou esquecer que vou pagar mais pelo imposto da minha casa (IMI), vou esquecer que as deduções que eu fazia no meu irs serão menores, vou esquecer que a claúsula que a entidade patronal tem para despedir agora foi facilitada, vou esquecer que as empresas vão passar por dias difíceis e vou-me concentrar que apesar de tudo, os portugueses são gente boa, gente que faz tão bem como os melhores, gente que descobriu meio mundo, gente de raça. Só não consigo perceber uma coisa. Como é que gente com tantos predicados deu políticos tão mauzinhos?

Um Feliz ano de 2012 para todos

Natal



Nos últimos anos a festa que eu mais gosto tem vindo a perder a graça dentro de mim. Não sei muito bem porquê, mas o Natal para mim sempre me trouxe encanto magia e sobretudo uma excelente oportunidade para estar com a minha família toda no mesmo espaço. Cada vez são mais raras estas ocasiões. Talvez, talvez, o Natal esteja a perder a graça dentro de mim porque fui ao longo destes últimos três anos perdendo alguns dos que mais gosto, talvez seja porque ando esgotado do trabalho e da pressão que a cada um de nós é colocada, talvez porque o verdadeiro espírito de Natal esteja a desaparecer com o consumismo exagerado. As caras prendas de Natal para as crianças, trazem algum (des)conforto aos pais, tios e restante família iludindo-nos que o valor da prenda pagará o cada vez mais reduzido tempo que passamos com elas. O Natal, que eu gosto está a acabar. O Natal, onde a família depois do jantar ficava calmamente a jogar o loto, as cartas etc... está a tornar-se num Natal onde se vê a televisão com os enervantes e repetitivos anúncios de brinquedos, perfumes ou os filmes repetidos até à exaustão Natal após Natal.



Tenho saudades do pai Natal. Tenho saudades do Natal genuíno. Tenho saudades dos tempos em que saía do trabalho e não via tanta gente a preparar-se para dormir na rua.



Este Natal, sinto a magia a desaparecer, sinto as pessoas mais tristes, sinto as pessoas mais pobres e resignadas, sinto que este não é o Natal que eu quero.



Este ano vou tentar deitar tudo isto para trás das costas e tentar trazer de volta o genuíno Natal para minha casa.



Um Feliz Natal para todos vós.






A Miséria que não queremos ver



Ontem, a R. antiga colega de trabalho telefonou-me para tomar um café comigo. A R. vive momentos de angústia provocada por um despedimento no grupo de media que trabalhava associado a um divórcio que a deixou nas mão com dois filhos um dos quais deficiente profundo que necessita de acompanhamento permanente. A R. Não queria tomar um café comigo. A R. ontem quase que me implorou para lhe conseguir encontrar um emprego fosse ele qual fosse. A situação de miséria em que vive, levou-a a descer a um nível que nunca tinha imaginado poder acontecer-lhe. A tristeza que imanava dos seus olhos não deixa ninguém indiferente. As dificuldades com que se debate todos os dias, ora deixando de pagar a renda este mês para dar alimento aos filhos, no mês seguinte pedindo fiado na mercearia, fez com que a sua situação se torna-se insustentável. A tal pobreza envergonhada está aí. Aquela que eu tinha por várias vezes ouvido falar estava á minha frente. Pedindo, mendigando um emprego "nem que fosse para empregada doméstica eu faço qualquer coisa.


Casos como estes são muitos. Claro que muita gente se aproveita da situação,mas estou em crer que são cada vez em menor numero. O desespero um destes dias, vai acabar tomar conta desta gente.


Ao ler aqui o artigo de opinião do Pedro Tadeu no "Diário de Notícias", fiquei mais convicto que este País não merece o povo que tem.

Hoje dedico a este senhor este pequeno texto....



O ex presidente da CIP, Ferraz da Costa e actual presidente do forum para a competitividade que se devia de acabar com o subsídio de desemprego e regular as greves de forma a conter o aumento dos salários em Portugal. Aproveitando a embalagem deu como exemplo a Alemanha onde segundo ele existe um apoio e não um subsídio.


Curioso este depoimento do senhor que entende que o crescimento de Portugal ainda está agarrado a esquemas e tácticas que funcionaram noutros tempos. Não sou nenhum letrado nisto, mas parece-me que alegar, que o crescimento e a sustentabilidade das empresas ou de um país se faz pela redução das prestações sociais ou pela penalização dos salários é o alcance da visão de um tipo que mede 1,60cm. Os países mais evoluídos da Europa e particularmente os nórdicos, não são conhecidos por cortar regalias de quem trabalha, antes pelo contrário. poderíamos enumerar os direitos de quem nesses países decide ter filhos, ou o sistema de saúde, ou então o apoio que dedicam aos mais idosos. Mas o crescimento baseado na inovação, na capacidade de investimento que os governos fazem no ensino desses países, a justa distribuição de riqueza que existe entre empresários e empregadores em que em Portugal é tão bem personificado na "Auto Europa". Já agora, era bom que estes senhores de visão curta quando abrissem a boca para comparar aquilo que não é comparável (Portugal/Alemanha) tivesse em atenção não só as obrigações do povo alemão, mas sim também as outras componentes que fazem toda a diferença. Querer alterar parcialmente as leis quando, só como exemplo a média salarial de um alemão é 6 vezes maior do que a portuguesa é no minímo pensar que os portugueses são ignorantes.

O Seguro morreu de velho



O Dr. António José Seguro afirmou hoje aqui que acha inaceitável que um pensionista com uma reforma de 1.000 euros fique sem duas prestações e que um trabalhador, do privado, não dê qualquer contributo para o esforço nacional. Acordou tarde para a vida este senhor. Durante o reinado do engº Sócrates manteve-se cego surdo e mudo não ousando levantar a voz contra as atrocidades que o secretário geral do seu partido fez ao povo português ajudando o país a afundar-se. Hoje pagamos uma factura muito alta pelo empurrar com a barriga para a frente elogo se vê quem paga. Vem isto a propósito de que não me parece de forma alguma justo que os funcionários e pensionistas paguem a conta do banquete para o qual não foram convidados. Não acho justo também que se façam afirmações destas, como a que o senhor seguro fez. Como todos sabemos necessitamos da máquina do estado para que o nosso dia a dia funcione regularmente. São os hospitais, os bombeiros, a polícia, etc.... Tirando o facto de que estas entidades não geram riqueza para o país. Neste caso são os privados atravês das muitas empresas e com as exportações que podem acrescentar riqueza para a Nação. É precisamente atravês dos impostos que são descontados todos os meses no meu salário e de milhões de privados que são pagos os deputados, os ministros, as subvenções vitalícias dos que ao longo de 12 anos estiveram na coisa pública. Não aceito pois que digam que os privados não são chamados a contribuir para o esforço comum. A propósito disto, hoje num artigo de opinião no "JN", que o senhor seguro não deverá com toda a certeza ler, não me lembro de ouvido qualquer indignação contra o facto de a TAP ter contra tudo o que era admissível aumentado os chefes em 50% do seu salário ( e como são muitos os chefes da TAP) numa altura em que perdeu até ao momento 137 milhões de euros e solicita agora uma recapitalização de 400 milhões de euros, que nós todos incluindo os privados vão ter que pagar.

Passos ainda não encontrou Deus



Existe uma anedota que vem do tempo do Sócrates que terminava mais ou menos assim: Sócrates é chamado ao céu para uma reunião com "Deus" e "Deus" diz-lhe o seguinte: tenho duas más notícias para te dar. A primeira é que eu existo o que para ti é uma desilusão, a segunda é que amanhã acaba o Mundo. Dito isto, vai para a Terra e difunde esta mensagem pelos portugueses. Nesse mesmo dia em horário nobre, Sócrates convoca as televisões, a imprensa para fazer um comunicado. Começa dizendo o seguinte: Caros portugueses tenho duas boas notícias para vos dar. A primeira é que "Deus" existe, eu próprio ateu me confesso, estive hoje mesmo com ele. A segunda é que a crise acaba amanhã.



O que nos foi dado a conhecer ontem pelo Passos Coelho, deixa de uma forma geral quase todos os portugueses numa agonia difícil de aguentar. Os sacrifícios são todos em cima de quem já não pode dar mais. Com estas medidas temo que o desemprego vá para níveis mais históricos. A cegueira dos cortes para se cumprir um acordo leva a que de uma forma acelarada as pequenas e médias empresas fechem as portas. Ouvidos moucos Passos Coelho teve para gente do próprio partido que afirmava que era essencial prolongar o "timming" de três anos para a redução do défice. Era isto que eu esperava. Uma conversa com a Troyka, fazendo-os entender que daqui a três anos estamos de novo com o chapéu na mão a pedir mais dinheiro, com uma economia de rastos e com um numero de desempregados galopante. Mas não, é sempre mais fácil aumentar impostos aqueles que já pagam muito e deixar que alguns vivam e enriqueçam impunemente. Cobarde forma esta de colocar as contas em ordem.



Já afirmei neste pobre blog que os políticos devia ser responsabilizados pelas asneiras e crimes que cometem para com os portugueses. Mas isso é uma coisa que não interessa.



A revista "Visão" tem esta semana um artigo comparativo com os vencimentos de quem já passou pelo governo e enriqueceu. O simples facto de se ter sido alguma coisa num governo é caminho andado para se ficar rico. A promiscuidade assim o impõe. Vejamos alguns exemplos:



Pina Moura em 1994 declarou rendimentos no valor de 22.814 euros, em 2006 declarou rendimentos de 697.338 euros, Jorge Coelho em 1994 41.233 euros 2009 702.758 euros Armando Vara 1994 - 59.486 euros 2010 - 822 193 euros Dias Loureiro 1994 - 65 010 2001 - 861 366 euros, Antonio Mexia 2003 - 680 360 euros 2009 - 3.103 448, a lista de remediados que passaram a ricos é vasta. Perante estes dados pergunto ao senhor Passos como é que acha que os portugueses olham para a crise?



Escusa a PSP e o governo de estarem preocupados com a revolta social. O que resta aos portugueses do salário dá para comprar massa, arroz e pão fazendo com que faltem forças para manifestações de contestação.




Que "Deus" lhe perdoe.

A crise



Confesso que deixei de ligar a televisão durante o período das notícias. A "crise", não nos larga. A cada segundo do dia, somos confrontados com as pessoas na rua, as notícias na rádio, os jornais e basta olharmos á nossa volta para percebermos a quantidade de casas á venda e o numero crescente de pessoas a mendigar nas ruas. De cada vez que um político vem a um meio de comunicação social falar, significa que quem trabalha vai passar a viver um pouco pior.Mais impostos, menos regalias, mais cortes etc....



O que parece que não passa nos maios de comunicação social é o "milagre" que o primeiro país a entrar em crise está a operar. Sim eu sei que é mais fácil, falar da crise na Grécia como país incumpridor, ou então nos tumultos e "apreciar", o que acontece acada medida tomada pelo governo. Aqui neste canto à beira mar plantado cada medida de redução do déficit, dá uma machadada profunda na economia das empresas e vai condenando à faléncia centenas de empresas e consequentemente mais desemprego.



Infelizmente por cá teimamos em não aprender com os casos de sucesso. A história de que quem é político tudo lhe é permitido fazer e depois sair impunemente, não resultou na Islândia. Este pequeno país decidiu que seria o povo verdadeiramente a tomar conta do país e rapidamente punindo que os levou à falência, está a conseguir levantar a cabeça.



olho por olho

Sou um simples assalariado daqueles que têm sorte em manter o posto de trabalho. Desde que comecei a ser governado em democracia e tirando curtos episódios, vi  a minha qualidade de vida a detiorar-se. Já aqui escrevi que só este ano para manter os meus filhos no serviço público escolar vi-me entre livros, cadernos, compassos, mochilas, equipamentos para desporto, etc... desembolsar mais de 600 euros. Este ano vou ver as minhas deduções para o irs sofrerem mais uns cortes, entretanto vou pagar mais pelas consultas que não faço nos centros de saúde, como se não bastasse aumentaram os transportes, a electricidade, a água, as deduções do meu empréstimo bancário para habitação, a taxa de iva vai aumentar etc....
Entretanto, vejo que novos sacrifícios vão ser pedidos aos portugueses, para que seja cumprido um rigoroso plano da troika a fim de "salvar" o meu país da banca rota, coisa para a qual não contribuí em nada, mas também vou ter de pagar.
Hoje numa revista lia com particular atenção as obras efectuadas na ilha da Madeira pelo AJJ. Desde uma piscina que após a inauguração durou 4 meses aberta, uma marina que não tem um único barco, um heliporto onde não pousam helicópteros, uma estrada que custou um milhão para dar acesso a duas casas etc. Mas não é só na Madeira que estes desvairos se dão. As autarquias estão endividadas, Gaia é uma das câmaras mais endividadas do País, mas tem obra. Enquanto os desempregados na região Norte não para de aumentar, faz-se um funicular que custou milhões, Pensa-se em novas pontes para atravessar o Douro (como se ninguém passasse pela ponte do Infante e percebesse que a taxa de viaturas que a atravessam é ridícula). Em termos de autarquias nimguém, pode atirar pedras para os telhados dos outros todos nós conhecemos casos idênticos de obras, que teriam o seu dinheiro melhor empregue no apoio ao emprego por exemplo.
Voltando aos assalariados, está em debate uma proposta que irá flexibilizar os despedimentos. Esta lei entre outras coisas irá permitir que se despeça um funcionário pelo não cumprimento dos objectivos que são impostos pela empresa. A minha esperança é que a ser aprovado esta proposta seja extensível aos políticos portugueses e que possamos não ao fim de 4 anos poder despedir os governos, os presidentes de câmara enfim a classe política por não terem cumprido aquilo a que se comprometeram fazer. 

Ao meu amigo Zeca

O meu amigo Zeca é um daqueles amigos que é muito mais do que isto. É um irmão mais velho, é o confidente, é o companheiro e é aquele com quem nós podemos sempre contar. O Zeca é da família, da minha e tenho a certeza que de muitos. Falta esclarecer que o Zeca é padre. Não, não é um padre qualquer, muito menos é o padre da virgararia do Porto. É o meu padre.
Posto isto, passo a explicar a razão deste texto. O meu padre é um daqueles que foi capaz de fazer a diferença por onde passou, conseguiu, tirar da miséria muita gente que vivia na mata da pasteleira em condições deploráveis, foi um dos principais activistas do movimento de libertação por Timor Leste, foi pela mão dele que foi criado o movimento fé e luz um movimento que tem como fim apoiar crianças e adultos com deficiências profundas, foi ele que construiu um centro para apoiar a criança e o jovem em risco tirando assim, muitas crianças do flagelo da droga. Enfim o Zeca fez muito mais do que muitos políticos que conheço com a diferença de que nunca pediu nada em troca. Ele é assim, desprendido das coisas mas não das pessoas. 
O Zeca foi afastado da sua paróquia onde exercia há mais de 40 anos pela mão de um bispo. Lá diz o ditado que à mulher de César não basta sé-lo tem de parecê-lo. É minha profunda convicção que a este Bispo que tão bom nome grangeia entre as elites, mais dia menos dia vai-se perceber que ao contrário do ditado parece mais do que aquilo que quer transmitir ser.
 Bem sei que existe o dever de obediência de um pároco para com o seu bispo, mas também existem normas que devem ser respeitadas, entre elas a que determina que a partir de uma certa idade um padre não pode ser mudado de paróquia. Aquilo que fizeram ao meu Zeca não se faz. Vale-lhe a ele que não está, nunca esteve e nunca estará sózinho, tem-me a mim como a muita gente junto dele. Porque padres como este já não existem muitos.


Paraíso na Ilha





A dívida da Madeira é uma coisa que assusta. O personagem Alberto João Jardim que tem governado o arquipélago a seu belo prazer, tem brindado os diferentes governos com deselegância, falta de decoro e vastas vezes falta de educação.


Todos eles sem excepção por esta ou por aquela razão foram ao beija mão quando necessitavam de fazer passar uma qualquer lei na assembleia da república. A troco destas benesses, criaram um monstro que terão agora alguma dificuldade em domar.


Ameaçando aqui e ali com a independência com focos de autoritarismo próprios de outras paragens, apresentou agora mais uma factura que todos nós vamos ter de pagar. É hoje noticiado que o orçamento de estado já dele deficitário vai ser brindado com mais 500 milhões de euros, parte deste valor é proveniente de uma empresa detida pelo governo regional e que tinha como objectivo promover as obras rodoviárias.


Tantos sacríficios são pedidos aos portugueses, que temo mais dia menos dia, a paciência vai esgotar-se.


No que respeito diz ao AJJ, se calhar está na hora de passar das ameaças aos actos. Promover a independência da Madeira, sujeitar-se sózinho às regras que o governo nacional tem de cumprir e governar a sua ilha sem chantagismos.

Ao que chegou a pouca vergonha




Américo Amorim questionado pelo Jornal de Negócios afirmou que não é um homem rico. Segundo a revista "Exame", este mesmo senhor é considerado o homem mais rico de Portugal e o 212 mais rico do Mundo com uma fortuna avaliada em 2,587 mil milhões de euros. Ora esta afirmação surge no contexto em que os mais ricos de França se disponibilizaram a serem taxados com um imposto sobre as fortunas que detêm junto do governo francês, para ajudarem o País a superar a crise que enfrenta. De facto, em Portugal o espírito de solidariedade reinante é este. Quando questionado, Américo Amorim afirma que não é rico. Em boa verdade, calculo até que deva neste momento, em que a bolsa já conheceu melhores dias candidatar-se ao Rendimento Mínimo Social. Todos temos obrigação de ajudar quem mais precisa.



Américo Amorim detêm uma participação de relevo na Galp Energia, no Banco Popular espanhol onde é mesmo o terceiro maior acionista, para alêm da Corticeira Amorim e principal accionista do BIC juntamente com a filha de José Eduardo dos Santos que é hoje considerado pelo "Jornal de Negócios o 6º. mais poderoso de Portugal.



Felizmente que outros empresários quando questionados sobre o mesmo tema tiveram opiniões bem diferentes.

Como vender mais barato



Quem é que nunca entrou numa loja da zara e comprou uma peça que atire a primeira pedra.


Quem de nós que nunca se questionou como é que uma cadeia de lojas consegue ter aqueles preços? Sim, são uma multinacional compram para o Mundo inteiro e conseguem preços muito baixos. Mas, os preços têm de ser muito baixos mesmo, porque as lojas gigantescas nos centros comerciais não têm rendas baratas.


No nosso subconsciente está lá aquilo que se descobriu recentemente no Brasil. Mão de obra escrava que recebia $2 reais (33 cêntimos por peça) sendo obrigados a trabalhar 16 horas por dia. Estes trabalhadores na sua grande maioria bolivianos tinham ainda de descontar a viagem da Bolívia para o Brasil e a alimentação. No final do mês de Julho o Grupo Inditex, juntamente com a H&M e Marks & Spencer foram alvo de acusações do mesmo gênero desta vez no Camboja.


Este tipo de comportamentos deveriam de merecer da nossa parte, consumidores, uma atitude mais cuidada e selectiva na altura em fazemos compras nestas cadeias.


Portugal como um país com uma longa tradição têxtil vê perder postos de trabalho em benefício de países que não respeitam os mais elementares direitos humanos.


Mas levar isto em conta na hora de comprar é muito difícil não é?



École Française



Nasci no Porto numa zona chamada de pasteleira. Outrora uma zona pouco recomendada sendo, hoje em dia cercada por condomínios de luxo.


Mantenho lá as minhas raízes e os meus parentes mais próximos, motivo pelo qual me desloco todos os dias aquela zona da cidade, ora para deixar os meus filhos, ora para visitar a família.


No período escolar atravessar a rua onde se situa a Escola Francesa é um autêntico pandemónio. Desde os funcionários da escola que ocupam sem licença nenhuma o estacionamento, colocando pilaretes de modo a que ninguém possa estacionar no local, até aos pais que sem pejo nenhum estacionam em primeira, segunda e terceira fila desrespeitando todos os que passam por ali todos os dias e criando sérias dificuldades aos autocarros que por ali desesperam para passar. Curioso é o facto de nunca ter visto um polícia naquela zona a multar quem quer que seja. Quero crer que talvez, talvez seja por não saberem falar francês, motivo pelo qual preferem andar 500 metros para a frente e junto a uma area comercial as multas surgirem em catadupa.


Entretanto ontem à noite quando por ali passava, dei-me conta que a estrada que passa em frente à escola tinha sido pintada, deixando agora espaço para os carros estacionarem, encurtando assim a estrada que já dela não é larga e pintaram uma série de passadeiras todas de um branco muito florescente com umas luzinhas que piscam incessantemente alertanto os automobilistas que por ali passam. Dei comigo a pensar como o pelouro do trânsito da Câmara Municipal do Porto anda muito atento e activo preocupando-se com as crianças que frequentam a "Escola Francesa". Pena tenho eu que o mesmo pelouro se tenha esquecido de fazer o mesmo a uma escola pública que fica à distancia de 300 metros da "Escola Francesa". Pintarem as passadeiras junto à escola primária da Pasteleira não é necessário, colocarem as ditas luzinhas nas passadeiras e placas a identificarem que existe ali uma passadeira e uma escola também não acho necessário, mas vá lá pelo menos deveriam ter reservado um local para as camionetas puderem parar em segurança para deixarem as crianças que todos os dias se deslocam a pé do bairro até à sua escola sem terem uma passadeira com luzinhas para atravessarem. Presumo que esta distração se deva ao facto de na escola da pasteleira só se falar Português.

Não são só deliquentes



A imprensa francesa dá hoje particular destaque aos tumultos em Inglaterra. A ideia que querem fazer passar de que se tratam de deliquentes, sem qualquer motivo para estes distúrbios, engana-se.



Podem ler aqui o que diz a imprensa francesa.

Vão pedir sacríficios ao raio que os parta




Tenho o hábito matinal de ouvir a TSF. Hoje um dos temas era o corte na taxa social única vulgarmente apelidada de TSU. Trata-se de uma taxa que a entidade patronal paga à segurança social por cada trabalhador e que vai servir para que as pensões possam ser pagas, os hospitais possam funcionar etc...




A redução desta taxa irá ser compensada nos cofres do estado por um aumento da taxa intercalar do IVA de alguns produtos e que passarão para a taxa máxima. Neste caso não está garantido que só esta movimentação possa cobrir a quebra de receita originada pela redução da TSU, existindo a hipótese de se aumentar o valor da taxa máxima de 23% sabe-se lá para quanto. Concordo com tudo o que possa minorar o custo do trabalho e tornar as empresas mais competitivas, sem que isso prejudique o mais elementar direito de quem trabalha.




Vem isto a troco de uma notícia publicada hoje num diário em que é revelado algumas curiosidades do anterior executivo. Na secretaria das obras públicas e transportes um motorista era remunerado pela quantia de 4.157euros mensais. Outro motorista com 21 anos de idade decerto muito expoeriente na arte de conduzir ganhava 1.800 euros por mês. Em Março de 2011 op ex secretário de estado da energia encomendou uma viatura no valor de cuja renda mensal é de 2.299 euros por mês e tem o custo de 95.000 euros que todos nós vamos pagar.




Perante isto como é possível pedirem sacríficios aos portugueses? Como se sentem as pessoas a quem é negado um aumento na sua pensão de reforma e são confrontadas com este tipo de despesismo.




Depois admirem-se que em Inglaterra fenómenos como os que estão a acontecer possam espalhar-se por outros países.

Dá que pensar

Como é bom o regresso às aulas




Tenho dois filhos em idade escolar. Melhor, tenho dois fantásticos filhos em idade escolar. Após o regresso das férias, tenho a informação que os livros da escola para os dois estão já disponíveis na livraria. Para que conste um vai para o 9º ano e o outro para o 5º ano de escolaridade. Com o desconto efectuado pela livraria pelo facto de todos os anos comprarmos lá os livros e com a falta ainda de um livro de português, paguei a quantia de 350 euros. 350 euros só em livros, não inclui cadernos, canetas, compassos, máquinas de calcular etc.....




O abandono escolar ainda é um facto neste país e presumo que os pais não façam um esforço muito grande para os contrariar. Quem, com os cortes, com os aumentos nos transportes, com os aumentos em tudo para não me alongar tem a capacidade de gastar um salário mínimo(ainda falta o livro de português) só em livros. Que país é este que apregoa que o ensino é gratuito. Que ensino? Estamos perante um flagrante caso de segregação. Só vai à escola quem tem possibilidades para aguentar um soco no estômago desta dimensão.




Poderão dizer que a acção social escolar lá está para os mais desfavorecidos, mas quem tem filhos na escola sabe como estas coisas funcionam.



Desumano

Segundo o "Jornal do Brasil" a Somália está em estado de "catástrofe humanitária". Os principais responsáveis por este mundo em que vivemos, parecem fazer orelhas moucas ao drama que se passa neste país bem como nos países situados no chamado "corno de África".

Preocupamo-nos com coisas tão levianas no nosso dia-a-dia e nem imaginamos (não queremos imaginar) que situações como estas se passam no Mundo em que vivemos. Tenho vergonha de viver num planeta que trata assim os seres humanos.

Poderá ver aqui o artigo na íntegra, mas desde já aviso que contém fotos chocantes

Crise



Dou por mim estupefacto ao ler, e ouvir que a banca em Portugal, a mesma banca que vai beneficiar de financiamento por parte da troika, caucionado pelo estado português, ou seja por cada um de nós teve uma queda nos seus lucros relativamente ao primeiro semestre de 2011 na ordem dos 40%.


Ora isto não seria novidade nenhuma num país profundamente afundado numa crise sem precedentes, com as empresas em terem sérias dificuldades de financiamento, com as famílias a terem de dar um porco para conseguirem um chouriço do Banco.


O caricato da situação é que os lucros dos principais bancos portugueses referentes ao período de Janeiro a Junho deste ano cifrou-se em 452,8 milhões de euros. Trata-se de um insulto e de uma intoxicação da opinião pública, de miserabilismo considerar que merece ajuda ou que está em crise quem por dia, repito por dia, lucra mais de 2,5 milhões de euros. Alguém em boa verdade em qualquer outra actividade em Portugal se pode dar ao luxo de receber ajuda do estado, da troika, e lucrar 2,5 milhões por dia.


Trata-se de uma imoralidade perante o cenário de desespero que a maior parte das famílias estão a passar.


Entretanto vende-se o BPN por 40 milhões ao BIC um Banco em que os portugueses injectaram perto de 3.mil milhões de euros. Crise



TAP - Take another plane




A nossa (ainda companhia de bandeira) tinha uma greve marcada pelos tripulantes de cabina para os próximos dias dias 18,19,20,25 e 26 de Junho e 1,8,15,22 e 29 de Julho e que ameaçava deixar em terra cerca de 320.000 passageiros. Este período é só o período onde a companhia mais tráfego tem durante o ano. Seguramente foi uma coincidência. A principal reinvidicação das tripulações prendia-se com o facto de a companhia pretender suprimir um elemento da tripulação que segundo as normas da IATA não compromete nem a segurança nem a operacionalidade do voo e pouparia à companhia 14.000.000 de euros. Esta greve faria com que a TAP perdesse cerca de 5.000.000 por dia.




Felizmente a companhia chegou a acordo com o sindicato e permitiu um entendimento que permite suprimir um elemento da tripulação em troca de 4 viagens a preço de saldo para os acompanhantes para 8 viagens. Estou em crer que com este aumento de benesses para os funcionários as viagens tornar-se-ão muito mais seguras.




Privatize-se a companhia e com toda a certeza que o povo português não terá de subsidiar 8 viagens por ano aos perto de 7.000 funcionários da companhia.

COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA

Dou por mim, nos dias de hoje, a utilizar a comunicação alternativa frequentemente. Sinto que não me faço entender pelas vias tradicionais. O email, o sms, a conversa ou bilhete... Talvez as palavras sejam menos explicitas do que os gestos. E resumidamente foram e serão uma forma alternativa, capaz, que em muito resolvem e aceleram os processos. E de uma forma transversal podemos afirmar que a sua aplicabilidade é viável, senão vejamos... Se as campanhas políticas e os seus debates, mediante os mais variados temas, fosse enriquecidas por este "must" popular, poupávamos ao comum cidadão o tempo que este despende a tentar interpretar o que ali foi dito, chegava colocar o dedo médio em riste... Se no trabalho e no dia-a-dia, no supermercado, nos transportes públicos, até a comprar o jornal, esta linguagem fosse obrigatória, o resultado seria claro: o tempo daria tempo ao próprio tempo. Um modesto polegar em contraposição com a recolha dos restantes... E na principal industria exportadora nacional, o futebol, chegaria bem a Norte do País, responder à imprensa nacional especializada com os dedos em "V", simbolizando o "V" de vitória. Eu cá sou apologista da Comunicação Alternativa. E tu?

Justiça em Portugal




Muito se tem falado da justiça em Portugal. Juízes, advogados, políticos etc... O "Diário de Notícias" publica uma notícia que é no mínimo arrepiante.




A maioria dos portugueses tem dificuldades em entender que justiça é esta? Alguém no seu perfeito juízo pode entender os fundamentos que levaram um juíz a tomar uma decisão destas? Podem existir mil e um argumentos, mas pergunto se a senhora em causa fosse a mulher de um juiz? A decisão seria a mesma? Já não basta a credibilidade da classe política, que de credível tem muito pouco, mas não é mais suportável depois de tantos e tantos sacrifícios tenhamos de ver os cidadão serem tratados com a mais elementar falta de respeito.

Campeões da Despesa

Somos de facto um País que pensa em grande. E em grande projecta os seus resultados, a todos os níveis, nem que estes representem um descalabro para a sustentabilidade e governação. Assim foram os dados apresentados pelo Eurostat. Já fiz as malas há muito a esta estranha forma de vida que esta gente insiste em ter e manter. Lanço apenas aqui um alerta, partidos e ideologias à parte... Está MESMO na altura de alterar as tendências...

Este fim de semana na Notícias Magazine


619.000 é o numero de desempregados em Portugal, segundo o relatório do INE de Fevereiro. 63.800 era o numero de licenciados portugueses no desemprego em 2010 segundo a mesma fonte. 8,48 horas é quanto os portugueses trabalham por dia. É o país europeu onde mais horas se trabalha segundo a OCDE. 11,1% era a taxa de desemprego em Portugal registada em Janeiro deste ano. 22% da população portuguesa é contratada a praso segundo dados do Eurostat relativos a 2009.



Tudo isto nos vai pôr bem dispostos para este fim-de-semana.

Anda tudo maluco.




Leio hoje no "Público" uma notícia sobre algumas situações dramáticas em que alguns habitantes da cidade do Porto enfrentam na procura de uma casa social. Entre os vários pedidos encontra-se o "João" que perdeu o emprego e a parca reforma de invalidez não lhe permite pagar a renda do T2 que partilha com a mulher doente e uma criança de 11 anos. Outro caso é de uma senhora vítima de violência doméstica durante três anos documentada pelo tribunal e não aguenta pagar 150 euros por mês num apartamento partilhado por cinco estudantes.A vereadora da "Domus Social" empresa que gere as habitações sociais da Câmara, defende-se dizendo que a missão da empresa é tratar do parque habitacional, não estando dentro das suas competências a acção social. Estes são alguns dos muitos casos que assolam a região do Norte do país que vive a braços com uma crise profunda e acentuada, que disfarçou aqui e ali sem nunca ter tido a coragem para a resolver.



Por outro lado a falta de meios e dinheiros para fazer face ao mais elementar direito de cada cidadão ter um tecto onde possa viver condignamente tem como expoente máximo na Câmara de Matosinhos. Como explicar às pessoas que mendigam por uma casa, que mendigam por emprego, que mendigam por melhores condições de vida, quando Matosinhos se prepara para adquirir por mais de 6 milhões de euros os estádios do Leça e do Leixões. Como explicar ao povo do Norte primeiro e aos senhores da "Troika" que andamos de chapéu na mão na Europa a pedir dinheiro para salvar aquilo que não merce ser salvo?

Porque o PORTO é isto!

Porque o Porto é isto,
Conquistar o incerto num imprevisto,
E numa força inexplicável que sai de dentro de nós,
O Porto é isto, saber que na vitória nunca estamos sós.

Porque o Porto é isto, este misto de emoções,
E em todos os minutos une-se a voz aos corações,
De quem sofre e vive a paixão de sentir um Mundo diferente,
O Porto é isto, e por mais que tente, só sabe isto quem o sente.

Porque o Porto é isto, chorar de alegria sem vontade de parar,
Pensar que pelo menos aqui há uma voz que ninguém pode calar,
E jurar que a magia que me envolve e acompanha para onde quer que eu vá,
O Porto é isto, querer estar sempre aqui e não do lado de lá.

Porque o Porto é isto, um orgulho sem fim,
E ao esgotar a voz saber que aqui está grande parte de mim,
E sorrir ao adormecer, a pensar na felicidade dos momentos que vivi,
O Porto é isto, nascer crescer viver e morrer, sempre bem perto de ti!


André Sousa Machado // 21 de Abril de 2011

Medo do Escuro


Num País cada vez mais escuro e cinzento, onde as autoridades e instituições fecham a porta e apagam a Luz, é importante ultrapassarmos as barreiras, excedermos as expectativas, e reinventarmos a nossa forma de vida. Num País cada vez mais pobre, mais fraco, mais velho e mais estático, perder o medo será o principio de tudo aquilo que até hoje não temos. E aproveitando o melhor que o futebol nos pode dar, eu cá sou daqueles que há muito perdi o verdadeiro "medo do escuro".

Respirar vai ser, certamente, mais caro

Desde sempre que as tributações têm sido alvo de uma atenção especial de minha parte, mas agora sinto-me incapaz de registar todos os atentados ao mínimo e capaz sentido lógico das avaliações práticas e da forma como o Ministério das Finanças efectua a tributação.
Segundo o DE, a agua oxigenada será alvo de tributação a 23% e não a 6% como estava definido anteriormente. Todos nós sabemos que até respirar irá ser mais caro, segundo esta nova conjectura. económica, e com a entrada do FMI Mas pergunto-me, será o oxigénio assim tão dispendioso que a sua inclusão neste simples H20 represente 17% de acréscimo? Será a Saúde um tema a abordar na pasta "Bens de Luxo"? Não me parece que existam demasiados fins para este bem  de consumo que justifiquem tamanha alteração. Mas lanço aqui o repto, com esta alteração, teremos certamente um decréscimo dos índices de beleza... Porque ainda há quem julga que o loiro artificial está e estará na moda...

Alemanha sempre ela

Leio hoje no jornal "Público" uma notícia onde é afirmado que um grupo alemão pediu uma providência cautelar no tribunal constitucional da Alemanha no sentido de impedir que o país se envolva na ajuda financeira internacional a Portugal. Eu francamente com a quantidade de asneiras que andamos estes anos a fazer possivelmente faria o mesmo. Ele eram auto estradas, aeroportos, e um chorrilho de invenções que sabe Deus onde acaba. Não querendo fazer deste blog um local sinistro, venho dar uma excelente notícia e contribuir para que este grupo liderado pelo senhor Markkus Kerber curiosamente líder de um grupo chamado de "Europolis", possa mudar de opinião. Então a minha sugestão é a seguinte:

1º Acabem com a procura de culpados no subornos dos submarinos comprados à Ferrostaal (espera aí é uma empresa alemã)

2º Avancem com força com o TGV e comprem o material circulante à Siemens (não tenho a certeza, mas parece-me que também são alemães)

Vão ver que os Markkus desta vida emprestam logo os euros que tanto precisamos.

FMI em Portugal


O "Diário de Notícias" faz hoje capa com duas declarações dos principais líderes do PS e do PSD. "É preciso dar este passo. Não tomar esta decisão acarretaria riscos que o País não deve correr", José Sócrates.


"Este pedido de ajuda faz-se para que os portugueses vivam com menos angústia", Pedro Passos Coelho.


Por outro lado o jornal "i" , afirma que a imagem que a Grécia transmite depois da entrada do FMI é desoladora, cerca de 10% da população (cerca de 1.000.000 de gregos) está desempregada e os mais velhos fugiram para os campos para sobreviverem aos cortes das pensões.


Existe alguma coisa aqui que não consigo compreender. Se calhar sou o único português a achar que estas declarações são contraditórias.


Existe pelo menos uma coisa que me deixa um pouquinho que me leva a pensar! Uma sondagem da "Universidade Católica", castiga o "PS" pelos maus tratos aos portugueses e castiga ao mesmo tempo o "PSD" não lhe dando uma margem confortável. Presumo eu que por ser uma sondagem da "Católica" tenha aqui existido intervenção divina. Lá vai Deus escrevendo direito por linhas tortas.

Bendito país este

Muito se tem falado do mais que provável pedido de ajuda de Portugal ao FMI ou como está na moda pedir ao FEEF. Num Portugal que deve a tudo e a todos não será difícil a um qualquer quadro do FMI começar a poupar uns cobres começando a cortar na gordura do estado. Tem sido muito comentado o facto do último Pec ter merecido o chumbo por entre outras coisas, ir ao bolso dos pensionistas. Ora segundo uma notícia do "Correio da Manhã" 395 políticos portugueses usufruem de uma pensão mensal vitalícia em média de dois mil euros. Estas pensões vitalícias são acumuláveis com pensões de reforma e salários no sector privado. De realçar o facto que por exemplo para os deputados da nação os limites de idade não contam. Basta que tenham 12 anos como deputado para que ususfruam de imediato uma pensão no valor de 1.831 euros por mês. Caso tenham a "honra" de permanecer 20 na assembleia da república essa pensão sobe para uns míseros 3.052 euros por mês. As pensões vitalícias não exigem uma idade mínima para quem as recebe. No caso de um pedreiro por exemplo a reforma completa dá-se aos 65 anos mais sete meses, já no caso de um deputado (profissão de desgaste rápido) a pensão pode-se dar por exemplo aos 35 anos.

Nestes asuntos de pensões vitalícias nenhum partido tem as mãos limpas. Com toda a certeza que é com esta noção de justiça que cada vez me convencem mais que o destino do país não pode estar na mão destes políticos.

Uma Luz as escuras



Foi com espanto que ontem assisti a um apagão que em muito me fez lembrar os estádios portugueses na década de 80. Nesse tempo, o gerador não aguentava e os jogos em alguns estádios deste País eram interrompidos. Há quem tenha assistido, do banco de suplentes, a estes cenários vezes sem conta e talvez por  isso possa dar uma ajuda a mudar o disjuntor... Desta vez, a questão centrou-se na complexidade que os sistemas eléctricos hoje possuem, muitos deles relacionados com relógios que coordenam o tempo dos automatismos. E há "automatismos" que não aguentam. Inédito mesmo só o facto de o FCP ter conseguido apagar a Luz e inundado a capital. Numa altura de crise económica profunda, o que assisti ontem revela que há celebrações que não incluem rótulos, onde se juntam pobres e ricos, altos e baixos, magros e gordos. Pena que os infelizes não se queiram juntar à festa. Sinal dos tempos...

O que antes Mexia...



O presidente da EDP, António Mexia, considera que “em Portugal temos uma pobreza intelectual quando nos manifestamos de forma fácil e insidiosa a criticar tudo o que foi feito e a querer voltar ao ponto de partida”. Ao Jornal de Negócios, o líder da EDP afirmou ainda que "existe hoje uma enorme demagogia sobre os preços da energia”. Demagogia a parte, gostava de saber se alguém se oferece para pagar a minha factura "energética" deste mês...

Porquê?


A profissão que tenho permite-me falar(e como eu falo) com muita gente. De amigos, passando por conhecidos e acabando em "amigos" de circunstância, em todos eles encontro um denominador comum. Ninguém está satisfeito com o seu emprego. Dei comigo a pensar que fui feliz no trabalho que exercia e nem dava conta disso. Como eu muitas das pessoas que tenho o privilégio de falar todos os dias.


O que nos aconteceu? Como nos deixamos embriagar ao ponto de chegarmos a um ponto de quase não retorno? Como é possível que a corrida desenfreada por um salário melhor que nos permita o acesso a mais e melhores coisas, tenha de um modo geral como consequência uma maior insatisfação quer a nível pessoal quer a nível profissional? Como é possível que quanto mais temos (hoje temos mais conforto, televisões, leitores de DVD`s, máquinas de fazer sumos que nunca utilizamos, um computador de secretária e um portátil etc...) mais insatisfeitos nos sentimos. Vivemos num mundo em que nos é induzida a necessidade de ter. Esta sofreguidão por mais e melhor revela-se de facto a fonte de uma cada vez maior insatisfação. Queremos ter tudo e não temos nada.

Superavit histórico



Vai ser anunciado pelo governo português os resultados da receita fiscal até ao final do mês de fevereiro que se cifraram por um aumento histórico de 11,1% ultrapassando assim as estimativas mais otimistas do governo. Fico a aguardar o estudo (pode ser até ao final do mês de Abril) do resultado da receita nos bolsos dos portugueses especialmente daqueles que mais necessitam. Parece-me que o resultado não será assim tão positivo pois não?

Pedidos de casamento


Conheço milhares de portuguesas que querem ser mulheres de ministros. Veja aqui porquê.

Os portugueses não merecem isto



Leio hoje no "Jornal de Notícias" que Fátima Felgueiras já só tem de explicar o que fez a 177 euros. Dos 26 crimes que inicialmente foi acusada só resta um e mesmo esse corre o risco de prescrever. Por este caminho cheira-me que ainda vamos ter de a indeminizar.

Num outro jornal, desta vez o "Diário Económico", publica um artigo onde é referido que as empresas vão ser obrigadas a descontar até 1% do salário do trabalhador a fim de financiar o fundo de despedimentos que o governo quer criar. Ora se bem percebo, parte do meu salário irá subsidiar o meu futuro despedimento.

Não sei se eleições futuras podem trazer algo de bom para o País. Mas uma coisa eu sei, esta gente está a fazer-lhe muito mal.

O Mundo há-de mudar....



Hoje tive a grata felicidade de poder ter para mim uma hora de conversa com um ilustre amigo. Amigo esse que me encheu de esperança quanto ao futuro que por aí vem. Palavras sábias de quem já muito calcorreou a estrada da vida e que continua a fazer a diferença. Dizia--me ele que o estado do País e das pessoas que o compõem irá mudar, e mudará mais depressa do que imagino. Explicava ele, que o processo de democratização (instrumentalizado bem sabemos) dos países árabes era impensável para a maioria dos fazedores de opinião. Continuava dizendo-me que a maior economia do Mundo está com a sociedade corroída, por uma economia em clara perda, a perder influência, dominada cada vez mais por uma China que ameaça tudo e todos, ameaçada pelos actos tresloucados dos americanos, por crianças que levam armas de casa e disparam sobre os colegas de escola, por uma sociedade em que os valores se perdem a uma velocidade desenfreada. Às tantas, dizia-me que a sociedade em que vivemos tem a particularidade de nos ir convencendo que as máquinas vão-nos proporcionar uma maior qualidade de vida e vivemos escravizados por elas, que iremos viver mais tempo e vivemos mal o tempo que temos, que teremos melhores condições no local de trabalho e o consumo de anti depressivos não para de aumentar. Um dia, dizia-me ele o homem vai ter de se reinventar e procurar um sentido para a vida. Espero que esse dia não esteja longe.

Hoje, enquanto viajava em trabalho ouvia na radio uma notícia sobre os dados do desemprego relativos ao 4º trimestre de 2010 e que atingiu o "bonito" numero de 11,1%.

Estas notícias como tantas outras surpreendem-nos, mas passados alguns minutos e o espanto inicial adormecemos na cantoria que se segue. Este pesadelo do desemprego por si só também me deixaria adormecido, não fora o facto de me lembrar de um passado bem recente, das declarações dos líderes das CIPS, das CAPS etc, afirmarem de viva voz que é preciso liberalizar ainda mais o mercado de trabalho de forma a combater o desemprego galopante e baixar os salários de forma a que nos tornemos mais competitivos. Felizmente por um lado (são poucos os exemplos que consigo enumerar) e infelizmente por outro(gostaria que fossem muitos mais) a Autoeuropa vem contrariar esta tese. É possível fazer mais e melhor pagando justamente a quem contribui para o crescimento das empresas. Tudo isto me deu hoje vontade de escrever, porque chegado ao meu destino, numa região deprimida "cluster" de mobiliário, fiquei estupefacto com a quantidade de viaturas do último modelo que se passeiam pelas ruas da cidade. Este país onde abundam patrões de meia tigela e faltam empresários a sério precisa de Justiça.

Animais de estimação

Confesso que não sou um particular entusiasta de animais de estimação. Tenho por vontade da minha filha, uma tímida tartaruga em casa que invejo. Passa a maior tempo do dia a dormir (dizem amigos entendidos que está na fase de hibernação).
Portugal não tem uma tradição de bem tratar os seus animais. A barbárie que todos os anos assistimos nas praças de touros um pouco por todo o país reflete bem o nível civilizacional em que nos encontramos. Parece-me que encontramos um parceiro que para alêm de tratar bem o seu povo (tal e qual como Portugal) trata bem os seus animais. Como se não bastasse, ainda nos compra dívida soberana.
Deixo-vos aqui um vídeo que pode ferir susceptibilidades, sobre a forma como os chineses tratam os seus animais de estimação.

Portugal Feliz


É um Portugal imaginado e desprovido de realidade que passa pela cabeça daqueles que governam ou querem governar os portugueses e que assobiam para o lado ou teimam em não ver a miséria que varre este país. Os sinais estão aí e isto só nos pode encher de vergonha a todos. Os dados mais recentes das Nações Unidas revelam que cerca de 30 milhões de empregos foi quanto custou esta crise que com toda a certeza tem os trabalhadores portugueses como os grandes culpados. Entretanto o estado português num gesto de alguma dignidade decidiu investir mais uns milhões de euros em 2011 (pode ver aqui) para alojar mais 40 sem abrigo num condomínio fechado em Lisboa.


Assim se vive num país a fingir.

Dizer mal

Era inevitável. Tentei resistir à tentação de não escrever uma única linha sobre o Carlos Castro, mas confesso que perante o chorrilho de comentários que tenho assistido (hoje na RTP1 falou o detective do Carlos Castro). Não sou dado a excessos (tirando a comida). Os excessos sejam eles quais forem dão sempre mau resultado. Conheço algumas pessoas que têm uma orientação sexual diferente da minha e nem por isso merecem de minha parte um tratamento diferente ao que presto aos heterosexuais. São pessoas normalíssimas que não andam de bicos de pés, em paradas, ou em exibicionismos baratos. São o que são, e a vida é deles. Não me parece que fosse esse o caso que tristemente acabou como acabou. Não me parece também que a personagem em questão fosse também uma pessoa consensual. O que me parece e isso sim é que algumas vozes, tentam atravês de um crime bárbaro fazer disto uma ofensa particular aos homossexuais, não permitindo que este ou aquele discordem ou façam comentários sobre o cariz sexual da vítima. A bem da liberdade de expressão que esta gente proclama, apetece-me dizer que tudo é permitido em Portugal. É permitido dizer mal do governo, da oposição,é permitido dizer mal da sogra, é permitido dizer mal do colega de trabalho, diz-se mal de tudo e de todos. Mas não se pode dizer mal dos homosexuais, porque aí é discriminação.

Sweet America


Em nome do povo americano um presidente dos Estado unidos decidiu cometer uma série de atrocidades que até hoje estamos a pagar. Bem sei que o senhor Bush devia muito à inteligência. Este vídeo deve-nos levar a pensar o quanto os norte americanos estão informados sobre o Mundo que os rodeia. Uma coisa é certa, depois da reforma do sistema de saúde, o Barack Obama precisa urgentemente de reformar o sistema de ensino.

E não se pode acabar com isto?


O final de 2010 trouxe umas prendas aqueles que mais precisam. De facto o ministério do ambiente pagou 1,35 milhões de euros a um escritório de advogados para realizar trabalhos que poderiam ter sido feitos pelos próprios serviços. O estado, na sua missão de ajudar quem mais precisa, voltou a ajudar o SUCH, permitindo que uma empresa que acumula à vários anos prejuízos pagasse 130.000 euros de bónus a três directores comerciais, sendo que 90% dos negócios da empresa são efectuados com entidades públicas.

Depois, venham-me falar sobre a necessidade de reduzir os valores do subsídio de desemprego e reduções de pessoal etc....


Bom ano!