Manue(a)l de sobrevivência

Manuel é um nome característico da maior parte dos portugueses. Manual(de sobrevivência) passou a ser. Este país à beira mar plantado, tem assistido nos anos de democracia após o 25 de Abril de 1974, a uma invasão de pessoas pouco recomendáveis. Estes grupos de pessoas que giram à volta dos aparelhos partidários têm elegido(com a colaboração dos portugueses) a um roubo sem precedentes. Os portugueses, Portugal tem vindo a ser vilipendiados ano após ano. Desde as empresas privatizadas a bom preço a um grupo de empresários que denotam uma ânsia pelo poder e pelo dinheiro desmedida, até aos políticos que procuram na espuma do poder garantir aquilo que a qualidade humana, profissional e até intelectual nunca era capaz de lhes proporcionar. Assim o assalto às cadeiras do poder por muito pequeno que ele seja desde juntas de freguesia, Câmaras Municipais, deputados, secretários de estado, ministros etc... tem evoluído a uma velocidade impressionante. Ontem quando saía do restaurante onde almoçava em Lisboa, acercou-se de mim uma senhora com idade para ser minha mãe timidamente a pedir dinheiro para comer alguma coisa: Esta senhora aparentemente vestida de uma forma normal denotava no rosto e sobretudo nos olhos uma tristeza que queimava. Chegado a casa, eis que nos raros momentos em que ligo a televisão num qualquer telejornal da noite, dou-me conta que o discurso de um político afirmava que o desemprego tina recuado em Portugal. Este país que é governado por que não sai do gabinete, por quem não tem contato com o mundo real, por onde ainda morrem pessoas nos hospitais por falta de medicamentos, onde os hospitais públicos fecham e proliferam os privados, onde os bancos fecham e os contribuintes pagam, onde os políticos se esquecem de pagar as suas contribuições e prescrevem, não é o país em que eu quero que os meus filhos vivam.

Feliz Natal

Atingi uma idade e um estado de consciência em que os filtros se vão perdendo. Consoante os anos vão passando alguns dos medos que me assolavam foram-se por água abaixo.Como poderão imaginar esta atitude perante a vida tem virtudes e defeitos. No entanto como não busco a perfeição sou só um ser humano que tenta viver em paz com a sua consciência e com os valores que me foram incutidos pelos meus pais, pelos meus irmãos, pelos meus amigos e por um conjunto de gente que me rodeia decidi escrever sobre esta festa natalícia de resto a festa que mais me diz pelo conjunto de características que a envolve (paz, família, harmonia, mais atenção para com o outro), para desejar um Feliz Natal a quase toda a gente. Sim porque de uma maneira geral eu gosto de muita gente, no entanto este ano decidi que tem um número ainda substancial de gente que conheço que não querendo que passem um Natal infeliz, queria muito que tivesse eu o dom de mudar alguma coisa, atrevia-me a dar-lhes o natal que merecem. Esse Natal passaria por exemplo por lhes dar o mesmo respeito com que presenteiam as pessoas que todo o ano tem a infelicidade de privar com elas. Gostaria também de os presentear com um vencimento que lhes permitisse passar um Natal da mesma forma que muitas pessoas que conheço vão ter. Gostaria de lhes proporcionar a experiência de um natal de muitos que nada têm e alguns deles vivem debaixo do anonimato. No fundo, bem lá no fundo o que eu gostaria era que toda a gente tivesse um ano de 2015 e um Natal de 2014 como merecem, mas isto sou eu que vivo no reino da utopia. Um Feliz Natal para quem merece.

O País do faz de conta

Este fim de semana vou fazer férias da minha condição de adulto e vou voltar a ser criança. Criança é um estado de alma que nunca me abandonou, mas que face ao facto de ter crescido volta e meia se esconde com vergonha daquilo que presencia. Esta minha decisão de voltar a ser criança tem a ver com a ideia que me persegue de reviver os livros que a Câmara Municipal do Porto atravês de uma biblioteca itinerante fazia percorrer pelos bairros do Porto permitindo assim atravês do aluguer que crianças como eu, pudessem ter a oportunidade, com a escrita, que muitas das vezes nos fazia viajar pelas páginas dos autores. É precisamente essa viagem que me proponho fazer este fim-de-semana, vagueando desta vez por livros e histórias de personagens maléficos, vis e sem excrúpulos. Era uma vez um menino que vivia num país de faz de conta. Esse país era governado por um bando de corvos que pertenciam a um bando muito maior e que a maior parte das vezes não se sabiam bem quem eles eram. Esse bando de corvos, exercia o poder em benefício dos corvos maiores que escondidos os manipulavam como se marionetes se tratassem. O povo, esse povo que "tinha" conquistado a "liberdade", vivia cada vez pior. Ao longo dos anos com promessas vãs,tiravam um pouquinho de dignidade aqui, outro pouquinho de amor próprio ali, mais um corte no salário um pouco mais à frente até que se conseguiu amordaçar todo um país e convencendo que isto funciona assim ou então é o caos. O povo vive amordaçado, sem esperança, sem forças para se revoltar assistindo a um sem número de roubos que lhes vão tirando o pão da boca dos filhos,que lhes vão tirando a oportunidade de ter uma velhice feliz e tranquila, que obriga os filhos a emigrarem para longe dos pais, que os obriga a recorrerem a hospitais onde os medicamentos rareiam, onde o número de pessoas que passa fome aumenta ao mesmo ritmo que a impunidade atinge a quem tanto rouba. O que se passa com quem roubou? Pagámos bem caro os desvarios do BPN ( o que se passou com quem roubou?)pagámos bem caros os desvarios do BCP (O que se passa com quem roubou?) pagámos bem caro os desvario do sucateiro (O que se passa com os governantes que roubaram?) Pagamos bem caro os pandur, F16 submarinos (o que se passa com quem nos roubou?)Continuamos a ser roubados pelos políticos com escândalos atrás de escândalos sobre dinheiros desviados (o que é que lhes aconteceu?). Vivemos num país adiado em que a justiça não é digna do nome que tem. Precisamos urgentemente que movimentos perseguidos como as brigadas vermelhas, a Eta voltem urgentemente para que esta gente perceba que não pode, não deve não tem o direito de humilhar assim as pessoas.

Palavras em desuso (Vergonha)

Este retângulo chamado Portugal, tem vindo a ser assolado por uma série de notícias que colocam a nu a reles qualidade dos políticos,empresários e agentes económicos portugueses. Como se não bastasse na classe económica os casos BPN, BCP,BES eis que aquilo que já todos sabíamos veio á opinião pública atravês da revista "Visão" e do excelente jornalismo a que o Miguel Carvalho nos habituou, que a Câmara de Vila nova de Gaia, foi um viveiro de despesismo sem controlo e com benefício de uma eleite que continua a passear por este País sem que nada, nem um pouco de vergonha na cara os atormente. Vem isto a propósito de uma notícia publicada hoje num jornal diário que o novo presidente da Câmara em questão, eleito por um partido diferente e com a sua Câmara a ser vasculhada pela Polícia Judiciária e pelo Ministério público, acaba de ao fim de um ano de mandato adjudicar vários contratos de assessoria de imprensa sem concurso (113.000 euros) a uma empresa que por acaso, só por acaso pertence à esposa do presidente da Câmara de Matosinhos. Este País não tem de facto emenda. Quanto mais não seja lá diz o ditado à mulher de César....

Crise no maior banco privado português parte 2

O que se está a passar no BES/Novo Banco prova que Portugal não necessita de letrados para governarem o País. A decisão sábia de cisão do banco foi sustentada no chico espertismo que desde à alguns anos assola os patrões portugueses. A empresa A encontra-se em grave situação financeira, retira-se as máquinas e todo o património, deixa-se falir, os credores ficam a ver navios e ao lado abre-se uma nova empresa da mesma area com nome diferente s+o que desta vês em nome de um filho. É neste país governado por gente miserável que eu vivo.

Crise no maior banco privado português

"Não há nenhuma razão para pensar que há um problema no Banco Espírito Santo" "O Banco Espírito Santo tem vindo a ser supervisionado pelo Banco de Portugal e não nos merece nesta altura nenhuma apreensão" Pedro Passos Coelho 1º ministro de Portugal a 6 de Julho. "O Banco Espírito Santo, detêm um montante de capital suficiente para acomodar eventuais impactos negativos decorrentes da exposição assumida perante o ramo não financeiro do Grupo sem pôr em causa o cumprimento dos rácios minímos em vigor" Comunicado emitido pelo Banco de Portugal no dia 11 de Julho. "Em termos de instituição bancária BES não há um risco que justifique qualquer alarme especial" José Pedro Aguiar Branco ministro da defesa a 14 de Julho. "Se algum capital adicional fosse necessário, por força dos riscos que neste momento não estamos a ver, seguramente que há accionistas interessados em participar num aumento de capital do BES" Carlos Costa governador do Banco de Portugal a 16 de Julho. "Não há nenhuma razão para pensarmos que haverá intervenção do Estado e não é, de todo, adequado especular sobre esse tema". "Não estamos a preparar nada, nem temos qualquer indicação que isso possa ser necessário" Maria Luís Albuquerque ministra das finanças a 30 de Julho. "O Banco de Portugal tem sido peremptório, categórico, a afirmar que os portugueses podem confiar no Banco Espírito Santo dado que as folgas de capital são mais do que suficientes para cumprir a exposição que o banco tem à parte não financeira, mesmo na situação mais adversa" Aníbal Cavaco Silva presidente da república 21 de Julho. BES divulga os resultados relativos ao 1º trimestre de 2014, apresentando um prejuízo de 3577 milhões de euros. "Como é do conhecimento público, o Banco Espírito Santo encontra-se numa situação financeira de grave desiquilíbrio financeiro. Estes factos colocaram o Banco numa situação de risco sério e grave de incumprimento dos requisitos para a manutenção da autorização para o exercício da sua actividade". Carlos Costa governador do Banco de Portugal. Os portugueses, têm razões de sobra para confiarem no Banco de Portugal e nos políticos portugueses. Não quero o meu país nas mãos desta gentinha.

Este não pode ser o Brasil que eu tanto gosto

O Brasil é um país que desperta em mim várias paixões. Apaixona-me a beleza natural do País. Apaixona-me a alegria contagiante do povo brasileiro, apaixona-me a gastronomia, apaixona-me a forma como um País que num tempo não muito distante deixou o FMI e se tornou numa superpotência Mundial, tudo isto iniciado no governo de Fernando Henrique Cardoso, passando pelo Lula da Silva e continuado por Dilma Roussef. Muita gente saiu da pobreza extrema e passou para níveis aceitáveis de vida.Pese embora este esforço dantesco de um povo e de um País, os brasileiros não estão contentes com a realização da copa no Brasil. Muito do dinheiro "investido" no Mundial de Futebol, teria sido bem mais empregue na obtenção de um serviço de saúde público bem mais condigno com a evolução que o País vem traçando. Bem melhor tinha sido que o investimento tivesse não só a saúde, mas a educação nas escolas e a habitação para muitos dos brasileiros que vivem em condições sub-humanas nas favelas um pouco por todo o país. Os brasileiros têm sido bravos e têm vindo para a rua protestar e reclamar melhores e mais condições de vida. Este enorme país que acolheu família minha e que me deu também família não pode e não deve ser conivente com a reportagem feita por um jornalista dinamarquês que põe a nu a crueldade escondida por detrás de um Mundial de Futebol. O Futebol é a alegria de um povo, não pode e não deve ser a morte dele. Convido-vos a ver o documentário. http://www.youtube.com/watch?v=8Er_mwgfW_Q#t=209