Cá te espero Dr. António Ferreira

Hoje no dia 1 de Abril, comemora-se o dia dos enganos. Tenho seguido a imprensa destes últimos dias e tenho constatado que neste meu País onde se pede tanto a quem tão pouco, pode est povo ser tão cego que permite que lhe façam tão mal. Vem isto a propósito do prescrever de uma dívida de um ex administrador de um banco no valor de 1 milhão de euros. Lei hoje noutro jornal que o estado por causa da falência de um banco de investimento vai ressarcir o atual treinador do Benfica (um dos mais bem pagos do mundo) no valor de 60.000 euros dineiro dos contribuintes,leio também num outro jornal que a carga fiscal atingiu o valor mais alto dos últimos 40 anos, num outro jornal um gestor judicial nomeado pelo governo desvia 800.mil euros. Para finalizar e acreditem não é por ser dia dos enganos leio uma entrevista do diretor (Dr. António Ferreira) do Hospital de S. João do Porto um dos maiores do país a dizer que a saúde gratuita não pode ser dad a todos dando o exemplo Belga de uma senhora com um cancro na mama ver recusado o tratamento no seu país de origem. Na opinião do senhor doutor a saúde não deve ser gratuíta. Sorte a dele que é médico e tem os serviços de saúde assegurados. Resta-me a esperança de que possa a vir a ser avaliado pela sua gestão e nessa altura se for caso de reparos possa cumpri a pena não numa cela, porque os serviços prisionais não devem ser gratuitos mas no Jardim Zoológico, no espaço destinado aos gorilas.

Amigos do alheio

Estava a ver que o dia de hoje não chegava ao fim. Confesso que foi um daqueles dias em que mais valia ter ficado em casa. Começou pela manhã no trabalho e prosseguiu no decorrer do dia. Durante o almoço com um amigo recebo um agradável telefonema a informar-me que a minha casa tinha sido assaltada. Comecei por brincar com a pessoa que me telefonou argumentando era algo a que já me tinha habituado, desde o primeiro ministro, passando pela ministra das finanças, tenho-me sentido roubado todos os dias nestes últimos anos. O pior é que isto gera maus hábitos nos portugueses. Sem ter certezas nenhuma presumo que um ilustre português tenha olhado para a minha casa e tenha pensado(ainda por cima bem)que se este palerma não faz queixa de quem o rouba à grande e à portuguesa, porque razão iria eu apresentar queixa de um ladrãozeco? Não que o senhor ladrão não tenha razão, mas não consigo tolerar que entrem na minha casa e fique com uma estranha sensação que voltaram a minha privacidade. Caro senhor ladrão, bem sei que muito provavelmente este texto nunca lhe chegará às suas mãos, mas como pode comprovar enganou-sena casa. Depois de roubado todos os meses por um coelho que mais parece um rato, pouco lhe restou para roubar. Assim aceite a minha sugestão e mude-se para Lisboa que terá com toda a certeza em S.Bento muito mais do que roubar do que na minha humilde casinha.

A bota de ouro

Cristiano Ronaldo quer se goste ou não ganhou merecidamente a bola de ouro de 2013. Teve de subir ao palco onde miserávelmente se encontrava um senhor de seu nome Blatter e outro de Platini que no decorrer da votação tiveram um comportamento reprovável em relação ao CR7. Apesar de tudo Cristiano teve a sensibilidade para não os deixar de mão pendurada. Em Portugal, os oportunistas também não demoraram muito, a um certo aproveitamento, colando-se de imediato à imagem de Ronaldo apelidando-o de fenómeno e fazendo dele um exempo a seguir. Políticos de vários quadrantes não tardaram a aproveitar e nas televisões, nas rádios e nos jornais a manifestarem a atitude que deveria ser comum a todods os portugueses. Trabalho, esforço, dedicação e superação presumo que estejam reunidas as principais qualidades de Cristiano Ronaldo. Curioso é o facto de que estes não são os instrumentos para se triunfar em Portugal. A olhar para o que se lê hoje nos jornais sobre submarinos, sobre um ex ministro de teve de pagar uma caução de cinco milhões, leva-me a pensar que estes atributos que o Ronaldo tem só servem para vencer no estrangeiro. Aqui netes retângulo chamado Portugal, o compadrio, o conluio, a influência e a falta de seriedade, são argumentos mais do que suficientes para se vingar neste país.

Generosidade

Um destes dias dei conta de um artigo de opinião do Paulo Morais sobre as campanhas de Natal que de uma forma geral as instituíções de caridade promovem por esta altura do ano. Ao ler este artigo dei-me conta de uma realidade que me passava habitualmente ao lado. Eu que nestas alturas costumo ser generoso nas ofertas que faço ao Banco Alimentar contra a Fome. Segundo ele as grandes superfícies e o estado são os grande beneficiados da nossa caridade chegando de fato a quem precisa uma pequena parte do esforço que todos os que colaboram nesta iniciativa contribuem. A "coisa" explica-se mais ou menos assim: Quem lucra com estas iniciativas? 1º As grandes superfícies, atravês da difusão que os colaboradores do BACF fazem todos nós aumentámos as vendas dos hipermercados, ou seja sem qualquer custo em nenhuma campanha promocional vêm as suas vendas aumentarem sem terem feito nada para isso. 2ºO estado essa maravilha que a democracia nos proporciona. Aumenta as suas receitas de IVA á custa da boa vontade de quem pretende ajudar quem mais necessita. Este ano foi com toda a certeza, até porque já contribuí o último ano em que me deixei levar por esta iniciativa. Existem ainda, embora cada vez menos pessoas que podem nesta altura doar alguma coisa para quem menos tem e estes são cada vez mais. Nesse sentido para aqueles como eu que ainda podem doar alguma coisa, quando virem alguém a pedir, convidem-no a tomar um copo de leite e a comer um bolo. Talvez tenham a "sorte" de conhecer uma história de vida que como tantas que nos vai fazer pensar, e no fim, no fim se puderem comprem aquilo que realmente lhe faz falta. Ou então, vão junto das instituições de caridade e entreguem aí os vossos donativos comprados preferencialmente na mercearia da esquina que tanto precisa. Um Bom Natal e Feliz para todos

Cobardia

Não sou afiliado em nenhum partido. Sou daqueles que entendem que os nossos representantes políticos são um pouco como os jogadores de futebol. Jogam numa equipa mas podiam muito bem jogar no seu concorrente mais direto. Tenho muita má impressão dos políticos que nos governam e daqueles que nos pretendem governar. Ainda estou à espera de ver (lá vem de novo o Pai Natal que eu ainda acredito)a maioria dos políticos a explicarem como é que enriqueceram. Ainda estou para ver, a razão de serem tão "mal remunerados", mas mesmo assim não quererem sair da esfera do governo ou dos "tachos" que o governo proporciona. Ainda estou para ver qual o político que ficou desempregado depois de acabar o seu mandato. Vem isto a propósito da entrevista dada pelo Fernando Moreira de Sá à Visão esta semana que passou. É verdade Fernando, que a tua ânsia de ir cada vez mais longe, possivelmente te levou a dizer coisas que possívelmente hoje não as dirias, mas depois....já é tarde. Creio, no entanto, que apesar de tudo veio ao mais comum dos mortais, traduzir a postura (para não lhe chamar outra coisa)que alguns agentes da nossa vida política, jornalística, têm perante a nossa sociedade. Quem me conhece sabe que utiliza a velha frase de um amigo meu que afirma o seguinte: "Quando vires uma mulher a bater no peito três vezes a dizer que é séria,é puta de certeza absoluta", esta verdade também é válida para os nossos políticos que juram respeito, fidelidade, honradez à nossa constituição e depois se traduzem em vendilhões do templo. A este respeito, salvo raras exceções (e eu conheço um bom punhado delas, a começar pelo Miguel Carvalho)a profissão de jornalista não é muito diferente da de meretriz, como o Fernando tão bem exemplifica na sua tese. Acontece que tudo o que ele expressa na entrevista, não é novidade para ninguém que anda no meio. O que me espanta é perceber a razão pela qual algumas das "aves raras" venham a terreiro fingirem que estão chocadas, que estão espantadas e que tudo isto é novidade para elas. Em qualquer dos casos, a vida política não traz amigos, pois não Fernando? É que, com estas revelações incomodando muita gente, têm pelo menos duas virtudes. A primeira é levar à opinião pública como se fazem políticos, acessores, ministros etc.., a outra é descobrirmos quem realmente são os nossos amigos. Lá dizia um político americano, pode-se enganar muita gente durante muito tempo, não se pode enganar toda a gente durante todo o tempo.

Publicidade vs Pobreza

A publicidade é um tema apaixonante para uns e desesperante para outros. A presença das marcas num admirável mundo novo chamado online veio criar uma (falsa) sensação que estando online estamos vivos. Ou melhor dizendo quem não estiver online não existe. Esta é uma meia verdade. Os gurus ligados às novas tecnologias vieram conquistando espaço e influenciaram decididamente que as empresas tem de estar online a qualquer custo. A publicidade online é tão perfeita(Quando bem feita) como os outros meios, no entanto a forma como se faz publicidade é desprovida de qualquer bom senso. Todos os dias não sei bem, de manhã (eu continuo a acreditar no pai natal)das primeiras coisas que faço quando ligo o meu computador é responder de uma forma simples com um click num site que doa um copo de comida a vítimas da fome ou de catástrofes por todo o Mundo. Ora quando não é o meu espanto (eu sei que o site necessita de patrocinadores para sobreviver)repito, trata-se de um site para dar comida a quem tem fome publicidade a uma campanha do Lidl que promove produtos de luxo (DELUXE).Numa outra parte do site aparece publicidade a férias no Club MED. Meus senhores dos departamentos de MKT. Isto é uma afronta a quem passa fome. A mania de comprar cliques de qualquer forma e ao valor mais baixo tem consequências como esta que são de fato reprováveis. Sensibilidade e qualquer ação que doe alimentos decerto fica mais barato do que aparecer num site que pede ajuda para combater a fome.