Eis uma nação campeã da europa de futebol

Como explicar o sentimento de ser campeão Europeu? Como explicar vencer a final do Campeonato da Europa de Futebol em França. Como explicar a alegria incontida e reprimida por vencer um campeonato da Europa num país que é somente em termos de população o país que reúne mais emigrantes do que qualquer outra nação? O que dizer do mau perder dos franceses a quem milhares de portugueses fazem em França aquilo que eles não querem fazer? Limpar as ruas, construir as casas onde os franceses habitam, servir nos restaurantes onde eles vão refinada-mente jantar etc... Nada demais se pensarmos que os franceses sempre foram chauvinistas e tiveram sempre mau perder. Enquanto se festejava a passagem à fase seguinte com exibições que deixavam todo um povo de coração nas mãos e os meios de comunicação dava largas ás explicações dos painéis de especialistas, o país real vive debaixo de uma ameaça de sanções que a união europeia nos quer presentear por termos tido um governo que aceitou sem refilar tudo o que a senhora Merkel e os seus comparsas disseram ao governo de então para fazer e mesmo assim ultrapassámos o défice em 0,2%. Bem eu cá acho que os ingleses mandaram a senhora Merkel e o senhor Hollande à merda e pena tenho que nós nos tivéssemos vendido a uma união europeia e estejamos agora amarrados a compromissos que só prejudicam o povo. Mas somos campeões Europeus e o resto não interessa nada....

Tristeza

Com o avançar da idade, vamos tendencialmente ficando mais calmos, aparentemente mais sábios, mais ponderados e melhor preparados para enfrentar as agruras que a vida teima em nos trazer. Confesso que tenho alternado este estado de espírito, mais calmo com outro que me assola cada vez mais e que me transporta para um sofrimento imposto pela profissão. A velocidade dos dias, a pressão do dia a dia, as injustiças tantas e tantas vezes justificadas pelas palavras assertivas mas vazias de conteúdo e frias levam a que este meu estado de espírito se acentue. Por vezes o desespero chega a assolar-me a alma. Sinto-me sufocado por decisões que segundo o meu ponto de vista carregam injustiças. Sinto-me triste. Tristeza é uma coisa nada bonita. Tristeza é um estado de alma que carrego cada vez mais vezes perante a impotência de solucionar aquilo que me parece errado. Sinto que me vão faltando as forças perante um registo de decisões que se vão avolumando. Até quando vai a resistência de um ser humano? Até quando o poder económico vai subjugar os direitos das pessoas? Até quando?

Boa e Má Imprensa

Não tenho a pretensão de fazer qualquer juízo de valor sobre a vida política em Portugal e muito menos no Brasil. No entanto não passa despercebido deste lado do atlântico toda a informação acerca do governo de Dilma e a operação Lava Jato. Em Portugal, como no Brasil os "supostos" casos de corrupção envolvendo a classe política são o dia-a-dia dos órgãos de comunicação social. Tenho a maior dificuldade em aceitar que a maior parte dos membros destas classes passem impunes pela justiça que sempre tarda em ver estes casos resolvidos. A complexidade dos crimes pode ser uma explicação, mas não justifica tudo. Os crimes de "colarinho branco" são protegidos e vulgarmente prescrevem, fazendo com que a impunidade atinja o seu auge. O mundo é igual falemos nós do Brasil, de Portugal, da Alemanha etc... rico que é rico sempre arranja uma formula de passar impune traindo a confiança que os cidadãos colocam na justiça. Falando agora sobre a boa ou má imprensa, faz-me confusão agora cá em Portugal (realidade nada oculta e que melhor conheço), A forma como alguns políticos sem nada fazerem, conseguem constantemente através de um popularismo bacoco, terem uma imprensa que suporta este mesmo popularismo. O caso evidente do que se passa no Porto com a eleição de um "independente" para o município, fez dele uma vedeta, atraindo todo o tipo de imprensa e através de uma política dedicada ao folclore, aos concertos, consegue chegar ao fim de um ano e meio de mandato e não ter nenhuma promessa eleitoral cumprida. Torna-se caricato, perceber que os meios de comunicação social não vem,ou não querem ver o que se esta a passar e estendem a passadeira para dar voz ao famigerado populismo que se entranha na população. Estou em crer que a verdade virá ao de cima e mais cedo ou mais tarde irá cumprir-se uma antiga frase de um estadista americano que dizia mais ou menos isto: Uma pessoa pode enganar muita gente durante um certo tempo; pode até mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não será possível enganar pra sempre. Vamos acreditar que se vai cumprir....

Ensino para quê?

Nunca a sociedade teve acesso a tanta informação como nos dias de hoje. A proliferação de dispositivos informáticos, a vulgarização da Internet ajudaram de sobremaneira a que a informação fosse partilhada com uma velocidade veloz. Exemplos disto são os Estados Unidos onde a maioria dos jovens em concursos televisivos respondem a perguntas sobre países terceiros e sobre o seu próprio país com enganos dignos de corar qualquer um. Pode parecer contraditório num século onde por exemplo em Portugal tanto se investiu na formação, porque tínhamos uma taxa de analfabetismos alta e uma taxa de pessoas com cursos superiores também muito reduzida. Foram pedidos esforços através dos impostos a todos para que esta realidade se alterasse. Abriram-se novas Universidades, Institutos Politécnicos, novos cursos e foi um avolumar de gente a entrar pelo ensino público e privado a tentar conseguir o tão almejado canudo. O triste disto tudo é que o esforço financeiro pedido a cada um dos portugueses está a servir para alimentar países da União Europeia com jovens licenciados a um custo incomparavelmente mais baixo do que se os tivessem de formar nesses países de destino. No caso de Portugal este aparente aumento de licenciados na "causa pública" não foi capaz de trazer verdadeiros homens de estado. O país (dizem) que está melhor, mas as taxas de desemprego continua altas apesar de meio milhão de portugueses terem abandonado o país nos últimos três anos. Quem trabalha por conta de outrem, continua subjugado ao facto de existirem poucas oportunidades de emprego e aceita trabalhar 12 e 15 horas por dia para levar um salário que não chega ao fim do mês. A ditadura provocada pela democracia trouxe-nos estas ambiguidades. Caminhamos aceleradamente para uma sociedade onde as desigualdades se acentuam, onde os mais fortes exercem cada vez mais força sobre os mais fracos sem que nada nem ninguém os possa impedir.

Eleições em Portugal

A burrice levada ao limite. Portugal é visto dentro da União Europeia como o menor dos países a para da Grécia e dos chamados países latinos. No entanto o nível de desenvolvimento de Portugal, (comparado com o resto do Mundo e porque estamos inseridos dentro da União Europeia é bastante razoável. Os critérios em que me baseio para esta avaliação prendem-se com o serviço nacional de saúde que sendo alvo de queixas por parte dos portugueses é bastante bom quando comparado com países fora deste espaço europeu. A taxa de sobrevivência nos nascimentos é das melhores do Mundo, a inovação tem sido uma constante entre as empresas/universidades portuguesas (para quem não saiba os cartões pré pagos utilizados mundialmente nas operadoras de telemóveis foram inventados em Portugal, o sistema de via verde que utilizamos numa auto estrada e que nos permite fazer o pagamento sem paragens foi inventado em Portugal, algumas das nossas empresas são líderes mundiais como a indústria papeleira Soporcel, Renova etc...https://www.youtube.com/watch?v=RfXH4-Aq-Zs)Tudo isto é muito bonito mas continuamos a ser os maiores do grupo dos mais pequeninos. Não temos a nível de governação o mesmo nível de qualidade que alguns empresários de sucesso revelam. Este é um facto que é testemunhado por todos os portugueses dia-após-dia. O recente pedido de resgate financeiro que fomos alvo e que permitiu ao FMI entrar de novo em Portugal reflecte, o estado das pessoas que após a revolução do 25 de Abril de 1974 nos governaram e que nos conduziram a este beco sem saída. Não posso e tenho dificuldade em entender como é que um povo que foi capaz no passado dos maiores feitos, continue teimosamente a dar o seu voto a quem tanto os castiga. Masoquismo será possivelmente a palavra mais acertada. A "culpa" do estado calamitoso deste país não pode, não deve ser colocada somente sobre os ombros dos portugueses, os partidos da oposição não perceberam que não conseguem convencer a opinião pública de que podem ser uma alternativa. Uma coisa é certa, vamos novamente ser governados desta vez sem maioria parlamentar pelos mesmos que tão mal fizeram aos portugueses. Resta saber se quando os portugueses abrirem os olhos se a União Europeia permitirá que Portugal tenha na governação um ou mais partidos que não pertençam às "famílias" europeias que tudo decidem na Europa.Até lá vamos continuar a sofrer.

Um pobre País chamado Portugal

Como pode um País ser tão rico e ao mesmo tempo tão pobre? Embora ambígua a resposta é a mesma. As pessoas. Num surto nunca antes visto, Portugal e o Porto em particular têm conhecido um aumento exponencial de visitas de turistas este ano. Pode ter várias explicações, a instabilidade em muitos países de destino(Turquia, Egipto, Grécia etc...) destes turistas pode explicar alguma coisa,o incremento das companhias de baixo custo também ajudam a potenciar este fenómeno, mas seguramente que a forma como os portugueses recebem, o sol que nos abraça na maior parte dos dias, uma gastronomia de encher os olhos fazem seguramente a diferença. Nenhum País se pode outorgar como destino de excelência se não tiver estes atributos bem suportados. Esta faz com toda a certeza deste meu país um país rico em experiências, o contacto com as pessoas é uma experiência única, a beleza natural onde se incluem o vale do Douro património Mundial algumas reservas naturais como a Peneda-Gerês, a região centro onde as festas e romarias atraem cada vez mais pessoas, o Alentejo com as suas belezas naturais e cultura e depois o Algarve que dispensa comentários. No lado oposto estão as pessoas. As pessoas que nos governaram e as que nos governam. A aproximação das eleições vieram trazer à ribalta, o que de pior o ser humano tem. As máquinas partidárias começaram a aquecer as máquinas e os resultados são mais uma vez um teste aos portugueses. Os partidos do círculo do poder, tratam os portugueses como mentecaptos, usando diversa manobras de diversão para que não se discuta o essencial e se d~e relevância ao acessório. Todos eles se esquecem das responsabilidades que tiveram enquanto foram governo suportados por uma oposição que teima em passar o tempo e não conseguir nunca convencer os portugueses que de facto são uma verdadeira alternativa. ( A culpa é com toda a certeza dos portugueses). A miséria que os portugueses vivem, as famílias que destruíram obrigando a uma emigração sem precedentes, e a fome que se acumula nas filas das instituições de solidariedade para um prato de sopa são minudências que os políticos teimam em não querer ver. Triste povo este que não merece gente assim.